Bolsa Microprocessadores catapultam Nasdaq para novos recordes

Microprocessadores catapultam Nasdaq para novos recordes

As bolsas norte-americanas encerraram em terreno misto, com o Nasdaq a marcar novos recordes. O S&P 500, apesar do fecho em ligeira queda, resvalou de forma muito marginal. E isto depois de ter chegado a estabelecer um novo máximo de sempre durante a sessão.
Microprocessadores catapultam Nasdaq para novos recordes
Reuters
Carla Pedro 16 de maio de 2017 às 21:34

O Dow Jones terminou a sessão desta terça-feira praticamente inalterado face à véspera, a ceder 0,01% para 20.979,75 pontos.

 

Também o Standard & Poor’s 500 registou um recuo muito marginal, ao fechar a resvalar 0,07% para 2.400,67 pontos. Durante a sessão chegou mesmo a marcar um novo máximo histórico, nos 2.405,77 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite soma e segue. O índice estabeleceu um recorde de fecho, nos 6.169,87 pontos, a ganhar 0,33%. Na negociação intradiária chegou ao valor mais alto da sua história, nos 6.170,16 pontos.

 

A animar a negociação bolsista do outro lado do Atlântico continuam a estar muitas matérias-primas – a beneficiarem da desvalorização do dólar, que é a moeda em que a maioria está denominada – e as tecnologias.

 

No sector tecnológico, hoje foi a vez de os títulos ligados às empresas de microprocessadores se destacarem.

 

Em evidência esteve sobretudo a AMD (Advanced Micro Devices), que disparou 12% após relatos de que obteve um acordo de licenciamento pelo qual esperava. Segundo informações da imprensa americana, o acordo de licenciamento de unidade de processamento gráfico entre a Intel e a Nvidia expirou em Março e agora a Intel terá optado por assinar um novo acordo com a AMD, rival da Nvidia.

 

Ainda do lado dos ganhos, sobressaiu também a Home Depot, que somou 0,90% após reportar resultados trimestrais acima das estimativas do consenso do mercado.

 

Os recentes ventos frios que sopram da Casa Branca, com Donald Trump a ver-se envolvido numa polémica por ter passado aos russos informação confidencial sobre o Daesh, refrearam um pouco os ânimos dos investidores, que uma vez mais estão a preferir optar por uma atitude mais prudente na negociação – pelo que nem as descidas nem as subidas são expressivas.

Além disso, hoje soube-se que a actividade industrial em Nova Iorque caiu em Abril para o pior nível dos últimos sete meses, pelo que a probabilidade de a Reserva Federal subir juros na reunião de Junho é cada vez menor – os futuros do mercado de Chicago apontam para 73% de possibilidade, contra 80% recentemente. 

 




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