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Mota-Engil já perdeu mais de metade do seu valor nos últimos três meses

A construtora negoceia em forte queda na bolsa nacional há três sessões consecutivas elevando para mais de 52% a perda acumulada nos últimos três meses. A Mota-Engil África acompanha o desempenho negativo, tendo ficado reduzida a metade do seu valor em apenas 16 sessões.

Bruno Simão/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 16 de Dezembro de 2014 às 15:33
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As acções da Mota-Engil estão em forte queda esta terça-feira, 16 de Dezembro, pela terceira sessão consecutiva. Os títulos da empresa liderada por Gonçalo Moura Martins (na foto) estão a negociar em mínimos de Julho do ano passado, com uma desvalorização de 7,26% para 2,402 euros. No entanto, durante a sessão chegaram a perder praticamente 9% para valer 2,36 cêntimos.

 

As fortes desvalorizações registadas nas últimas três sessões (todas elas superiores a 4%) elevaram as perdas dos últimos três meses para 52,61%. Significa isto que desde o dia 16 de Setembro deste ano, há precisamente três meses, a Mota-Engil já perdeu mais de metade do seu valor.

 

Na sessão de hoje, até ao momento já trocaram de mãos mais de dois milhões de acções da construtora – um valor muito superior à média diária dos últimos seis meses, que não vai além das 924 mil.

 

As acções da construtora iniciaram uma trajectória descendente a 24 de Novembro, dia que marcou a entrada em bolsa da sua subsidiária africana.

 

Contudo, a construtora liderada por Gonçalo Moura Martins acentuou as perdas depois da apresentação dos resultados do terceiro trimestre deste ano, a 27 de Novembro, altura em que revelou um resultado líquido de 49,7 milhões de euros. Este valor representa um aumento de 31,2% face ao mesmo período de 2013 mas, ainda assim, ficou abaixo das estimativas dos analistas.

 

Desde esse dia, a Mota-Engil já desvalorizou 39,52%, comportamento negativo para o qual contribuiu também a forte desvalorização do petróleo nos mercados internacionais. Esta terça-feira, tanto o Brent como o West Texas Intermediate negoceiam em mínimos de Maio de 2009, com quedas superiores a 2,5%.

 

"Há consequências potenciais sobre a capacidade de vários estados em financiar novos projectos e pagar dentro dos prazos as dívidas às construtoras", disse ao Negócios Bruno Silva, analista do BPI.

 

É em África que a Mota-Engil obtém a maior parte dos seus resultados – a região representou 69% do EBITDA nos primeiros nove meses do ano. A Mota-Engil África, que negoceia na bolsa de Amesterdão há 16 sessões, só valorizou em duas, tendo perdido, até agora, 50,43% do seu valor. Os títulos recuam 8,86% para 5,701 euros.

 

Desde o início do ano, a Mota-Engil, que tem uma capitalização bolsista de 491,7 milhões de euros, acumula uma desvalorização de 44,41% na bolsa nacional.  

 

No início deste mês, o CaixaBI reiniciou a cobertura da Mota-Engil com uma recomendação de "comprar" para 2015 e um preço-alvo de 4,60 euros por acção, o que lhe confere um potencial de valorização de 91,5% face à cotação actual.

 

Os analistas do CaixaBI consideram que, apesar de as acções estarem a cair significativamente em bolsa desde a apresentação dos resultados dos primeiros nove meses do ano e devido a alguns receios em torno do fundo de maneio e do endividamento da construtora, a execução operacional da Mota-Engil mantém-se sólida.

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