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Mota-Engil sobe quase 8% e atinge máximos de Junho de 2008

As acções da Mota-Engil fecharam a sessão desta quarta-feira a subir quase 8%, aproximando-se dos 5,00 euros, pela primeira vez desde Junho de 2008, um dia depois de a construtora ter revelado a adjudicação de uma obra no Zimbabué e uma série de outros contratos na Europa, África e América Latina.

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As acções da Mota-Engil encerraram a somar 7,82% para 4,98 euros, o que corresponde ao valor mais elevado desde Junho de 2008. Esta é também a subida mais pronunciada desde finais de Novembro, altura em que a construtora anunciou a intenção de cotar em bolsa a sua unidade de África.

 

A acompanhar a subida das acções esteve um volume elevado. Trocaram de mãos 1,5 milhões de títulos, quando a média diária nos últimos seis meses é de 373,18 mil.

 

A Mota-Engil anunciou terça-feira, 7 de Janeiro, a adjudicação de um contrato de “mining” no Zimbabué no valor total de 260 milhões de dólares (cerca 191 milhões de euros), o qual garante a entrada do grupo em mais um mercado no continente africano.

 

“O contrato, adjudicado pela empresa Hwange Colliery, tem uma duração de cinco anos (com início em Janeiro de 2014) e inclui trabalhos de perfuração, detonação, carga e transporte de minério na sua mina de carvão no Zimbabué”, referiu a empresa, em comunicado.

 

Na mesma nota, a Mota-Engil acrescentou ainda ter assegurado recentemente a adjudicação de grandes projectos na Europa (Polónia), em África e na América Latina no valor de 780 milhões de euros.

 

As acções da Mota-Engil já ganham mais de 13% desde o início do ano, o que confere à empresa uma capitalização de mercado superior a mil milhões de euros. Os títulos, que foram os que mais subiram na bolsa de Lisboa em 2013, têm sido impulsionados em parte pela intenção da construtora de dispersar parte do capital a unidade africana numa praça financeira europeia.

 

Analistas aplaudem novos negócios da construtora

 

Para os analistas do Espírito Santo Investment Bank, a entrada da construtora no mercado do Zimbabué e a obtenção de um conjunto de outros contratos na Europa, África e América Latina é uma notícia “positiva”.

 

“Isto representa aproximadamente 20% da carteira de encomendas da construtora dos primeiros nove meses de 2013”, explicam os especialistas, acrescentando que “o anúncio destes contratos sustentam a nossa visão de que a Mota-Engil continua a ter um momento de crescimento muito bom e que a entrada em novos mercados será também um ponto positivo”.

 

“A carteira de encomendas, que foi de 3,7 mil milhões de euros nos primeiros nove meses de 2013, deverá, assim, aumentar ligeiramente para cerca de 3,8/3,9 mil milhões de euros”.

 

Esta casa de investimento tem um preço-alvo de 5,1 euros e uma recomendação de “comprar” para a Mota-Engil.

 

Para os analistas do BPI, cuja casa de investimento tem um “target” de 5 euros e uma recomendação de “neutral” para a construtora, a notícia também é “positiva”. “Vemos como muito positivo as operações de internacionalização da empresa tendo em conta o duro ambiente que enfrenta no seu mercado interno”, explicam os especialistas.

 

Segundo a mesma fonte, “estes projectos representam 21% do total de encomendas da empresa até Setembro de 2013 (3,7 mil milhões de euros) e as encomendas africanas vão aumentar a carteira de 1,5 para 1,9 mil milhões de euros nesse período (mais 3,1% e representam agora 24 meses de vendas)”. Já as encomendas da América Latina, acrescentam os analistas, vão impulsionar a carteira de 1,3 para 1,6 mil milhões de euros (mais 18% e representando agora 3,6 anos de vendas) e as encomendas europeias passam de 591 para 671 milhões de euros (mais 14% e representando agora 12 meses de vendas)”.

 

Para os analistas do ActivoBank as notícias também são positivas. “Este valor, tendo em conta que a carteira de encomendas se encontrava no final do terceiro trimestre de 2013 em 3,7 mil milhões de euros e a facturação no quarto trimestre deverá ter sido segundo as nossas estimativas 660 milhões de euros, significa que a carteira actual deverá rondar os 3,8 a 3,9 mil milhões de euros, valor mais elevado de sempre, sendo que esta carteira nos últimos 4 anos tem oscilado entre os 3,3 mil milhões e o valor actual estimado de 3,9 mil milhões”.

 

“Em suma é sem dúvida positivo com o adicional que o grosso seja em Africa onde as margens são geralmente mais significativas”, concluem os especialistas que têm uma recomendação de “vender” e um preço-alvo” de 3,20 euros para as acções da Mota-Engil.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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