Bolsa Novas tarifas dos EUA e China desanimam Wall Street

Novas tarifas dos EUA e China desanimam Wall Street

Os índices norte-americanos estão em queda no dia em que entram em vigor as novas tarifas dos Estados Unidos e a China, que não dão sinais de disponibilidade para voltar à mesa das negociações.
Novas tarifas dos EUA e China desanimam Wall Street
Reuters
Rita Faria 24 de setembro de 2018 às 14:41

Os principais índices norte-americanos abriram em queda esta segunda-feira, 24 de Setembro, dia em que entraram em vigor as novas tarifas dos Estados Unidos e da China. A partir desta semana há o equivalente a mais 200 mil milhões de dólares de importações chinesas sujeitas a tarifas nos Estados Unidos, e o inverso em relação a 60 mil milhões de dólares de produtos norte-americanos que entram no mercado chinês.

 

As novas taxas aduaneiras, juntamente com a postura combativa de ambos os países – que não dão sinais de disponibilidade para negociar – estão a penalizar as acções norte-americanas neste arranque de semana. O tecnológico Nasdaq desce 0,7% para 7.931,22 pontos, enquanto o industrial Dow Jones cai 0,26% para 26.674,87 pontos.

 

Já o S&P500 desvaloriza 0,03% para 2.929,67 pontos, no dia em que entra em vigor uma reformulação sectorial, com as telecomunicações a integrarem um novo índice de serviços de comunicações, que incluirá acções de tecnológicas como o Facebook, Twitter e Alphabet.

 

As acções da rede social liderada por Mark Zuckerberg descem 0,82% para 161,60 dólares, enquanto o Twitter cai 1,18% para 28,17 dólares. Já a Alphabet recua 1,41% para 1.155,54 dólares. 

 

Em destaque na sessão estão ainda os títulos da Boeing, a maior exportadora norte-americana para a China, que descem 0,72% para 369,55 dólares, e a Caterpillar, que desvaloriza 0,71% para 155,27 dólares. 

Com o mercado chinês encerrado esta segunda-feira devido à comemoração do Festival da Lua, as empresas chinesas cotadas em Nova Iorque também estão com sinal vermelho. A Alibaba cai 2,37% para 160,73 dólares, a Baidu desce 1,42% para 225,60 dólares e a JD.com desliza 3,85% para 25,47 dólares. 

 

Por outro lado, a evitar maiores descidas dos índices norte-americanos estão as cotadas do sector do petróleo, numa altura em que a matéria-prima está em máximos de quatro anos, a reagir à relutância da OPEP em aumentar a produção, após o pedido explícito do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

A Exxon Mobil valoriza 1,32% para 86,26 dólares e a Chevron sobe 1,13% para 122,50 dólares.

 

Também a Pandora Media dispara 8,25% para 9,84 dólares, depois de a Sirius WM Holdings ter anunciado que vai comprar o serviço de streaming de música por cerca de 3,5 mil milhões de dólares.

 




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