Bolsa Novos máximos de todos os tempos em Wall Street

Novos máximos de todos os tempos em Wall Street

As bolsas do outro lado do Atlântico atingiram novos recordes na sessão desta sexta-feira, com os investidores a regressarem às ações perante a perspetiva de corte de juros pela Fed.
Novos máximos de todos os tempos em Wall Street
Reuters
Carla Pedro 12 de julho de 2019 às 21:18

O Dow Jones encerrou a somar 0,90% para 27.332,03, tendo durante a sessão marcado um novo máximo histórico nos 27.333,79 pontos

 

Também o Standard & Poor’s 500 estabeleceu o valor mais alto de sempre, nos 3.013,92 pontos, terminando a sessão colado a esse patamar – a ganhar 0,46% para 3.013,77 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite avançou 0,59%, para 8.244,14 pontos, após atingir um recorde na negociação intradiária, nos 8.245,66 pontos.

 

A perspetiva de um corte de juros por parte da Reserva Federal norte-americana continuou a animar os investidores, que estão a regressar à aposta das ações depois de terem estado mais distanciados dos ativos de risco e preferido as obrigações.

 

Na quarta-feira, o presidente da Fed, Jerome Powell, falou perante o Comité de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes (que, com o Senado, compõe o Congresso) e reiterou que a incerteza económica é elevada e que a Fed vai atuar de forma apropriada.

 

As palavras de Powell foram recebidas como um sinal de que os juros do outro lado do Atlântico vão descer, o que levou as bolsas dos EUA a atingirem de imediato novos máximos históricos.

 

Entretanto, ontem Powell falou perante o Comité da Banca do Senado e disse que o banco central tem margem para flexibilizar a sua política monetária. "A ligação entre desemprego e inflação tornou-se débil há cerca de 20 anos", afirmou, citado pela Bloomberg. "Está a ficar mais fraca, mais fraca e mais fraca", frisou.

 

Estas declarações, aliadas às atas da última reunião da Fed, que apontam no mesmo sentido, estão a manter o otimismo em Wall Street. Nem mesmo a divulgação, esta sexta-feira, de um aumento inesperado dos preços no produtor nos EUA foi capaz de refrear o entusiasmo.

 

As cotadas dos setores tecnológico e industrial lideraram o movimento de subida, ao passo que as farmacêuticas impediram maiores ganhos nos mercados acionistas dos Estados Unidos.




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