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O sobe e desce de Wall Street está focado na economia. E hoje foi dia de queda

As bolsas norte-americanas têm registado altos e baixos sucessivos, depois de em Agosto terem estado sólidas e em máximos históricos. Na rentrée, os investidores querem mais direcção e as oscilações já não são mornas. Pelo contrário, esta semana têm sido expressivas.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 13 de Setembro de 2016 às 21:24
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Na primeira sessão desta semana, os mercados accionistas do outro lado do Atlântico fecharam em alta, animadas pela perspectiva de que não haverá subida de juros por parte da Fed na reunião deste mês. Esta terça-feira, regressaram ao vermelho.

 

O Standard & Poor’s 500 encerrou a cair 1,5% para 2.127,04 pontos, depois de ontem ter registado a subida mais pronunciada dos últimos dois meses e de na passada sexta-feira ter estabelecido a descida mais acentuada desde 24 de Junho – e pondo fim a uma série de 43 sessões consecutivas em que não valorizou nem recuou mais de 1%.

 

O índice industrial Dow Jones, por seu lado, cedeu hoje 1,41% para se fixar nos 18.066,68 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 1,09% para 5.155,25 pontos.

 

Na sexta-feira, 9 de Setembro, o presidente da Fed de Boston, Eric Rosengren, disse que o banco central norte-americano estava a esperar demasiado tempo para voltar a subir as taxas directoras, advertindo que isso poderia levar a um sobreaquecimento da economia dos EUA.

 

O mercado assumiu, então, que os juros de referência poderão ser aumentados ainda este ano – depois de em Dezembro de 2015 a Fed subir as taxas de juro pela primeira vez em quase uma década – e reagiu em baixa.

 

Ontem, Lael Bainard, membro do conselho de governadores da Reserva Federal norte-americana, tinha as atenções centradas em si, já que apresentaria em Chicago as suas perspectivas sobre a política económica e monetária no país. Brainard, recorde-se, tem sido ao longo de todo este ano uma das principais adversárias de uma nova subida das taxas de juro e esta segunda-feira reiterou a sua posição.

 

Lael Brainard veio atenuar os receios quanto a uma subida rápida dos juros na maior economia mundo ao dizer que, na actual conjuntura, continuam a subsistir vários motivos que recomendam especial cautela na retirada de estímulos à actividade económica, no âmbito da política monetária conduzida pela Reserva Federal. Os mercados reagiram de imediato em alta.

 

Hoje não houve qualquer declaração por parte de responsáveis da Fed, mas Wall Street regressou ao vermelho. Porquê? A Bloomberg tem uma explicação: "a atender à trajectória das bolsas este Verão, a economia norte-americana poderá estar a ser o factor determinante". É por isso que umas vezes os investidores reagem bem a uma possível subida das taxas de juro directoras e outras vezes reagem negativamente, explica a agência.

 

"Na passada sexta-feira, quando Rosengren disse que era perigoso esperar demasiado tempo para se subir os juros, o S&P 500 caiu. Mas no mês passado as bolsas estiveram a subir, mesmo perante a probabilidade de esse aumento dos juros acontecer", recorda a Bloomberg.

 

O que mudou? Os dados económicos da economia norte-americana superaram as estimativas, em Julho e em Agosto. Mas agora estão aquém das projecções. E é isso, diz a Bloomberg, que muda tudo, com o sentimento dos investidores a revelar uma maior cautela.

 

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