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Oi cai mais de 9% na bolsa de São Paulo e atinge mínimo histórico

A operadora brasileira está a ser influenciada pela queda da PT em Lisboa, que também atingiu hoje um mínimo histórico. Queda está a ser influenciada pela possibilidade da empresa não vir a recuperar o seu investimento de 900 milhões no Grupo Espírito Santo (GES).

Bloomberg
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 20 de Outubro de 2014 às 14:34
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A Oi está a cair mais de 9% na bolsa de São Paulo e atingiu um novo mínimo histórico, influenciada pela queda da Portugal Telecom na bolsa de Lisboa. 

 

A operadora brasileira abriu a sessão desta segunda-feira, 20 de Outubro, a perder 6,40% na bolsa de São Paulo.Mas a tendência negativa agravou-se e a operadora desceu 9,60% para 1,13 reais, a cotação mais baixa desde que começou a negociar em bolsa em 1994. 

 

A desvalorização reflecte o comportamento da Portugal Telecom neste lado do Atlântico. A cotação chegou a cair 28,75% para 86,5 cêntimos no PSI-20. Este é o valor mais baixo em 19 anos, isto é, desde que a PT começou a negociar em bolsa em 1995.

 

Esta é a terceira queda da Oi em quatro sessões, com a única excepção a ter tido lugar na sexta-feira, 16 de Outubro, quando fechou com a cotação inalterada. A cotação da companhia já perdeu 23,68% do seu valor desde a saída de Zeinal Bava a 8 de Outubro. 

 

A forte queda da PT pode ser explicada por os investidores não acreditarem que a PT venha a recuperar o seu investimento de 900 milhões de euros em dívida do Grupo Espírito Santo (GES), depois das autoridades do Luxemburgo terem rejeitado o pedido de gestão controlada da Rioforte.

 

Analistas consultados pelo Negócios consideram que a não recuperação deste dinheiro significa que a Portugal Telecom não vai ter capital suficiente para exercer a opção de compra na Oi, mantendo uma posição mais baixa do inicialmente previsto.

 

Hoje veio a público que o novo presidente da Oi está a arrumar a casa e está a proceder a várias alterações na gestão da empresa. Apesar de ser presidente interno, Bayard Gontijo teve carta branca tendo da companhia para efectuar as alterações que considerar ser necessárias, segundo avança o Valor Económico.

 

Apesar da saída de Zeinal Bava da liderança da Oi, a Fitch considera que a fusão com a PT SGPS não está em risco. A Oi está a focar-se no Brasil e para arranjar munições para a prevista consolidação naquele mercado pode avançar para a venda da PT Portugal. O fundo Altice já veio a público mostrar o seu interesse na compra da companhia portuguesa.

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