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Pandemia volta a quebrar Wall Street

As bolsas do outro lado do Atlântico fecharam em terreno negativo, penalizadas sobretudo pelos receios em torno do forte aumento de casos de covid-19.

Em particular nos Estados Unidos da América, as plataformas digitais de negociação em bolsa são muito utilizadas.
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 14 de Outubro de 2020 às 21:23
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O Dow Jones encerrou a sessão desta quarta-feira a ceder 0,58% para 28.514,00 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,66% para 3.488,67 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 0,80% para 11.768,73 pontos.

 

A tendência de queda observada em Wall Street registou-se um pouco por todo o mundo, com o número recorde de novas infeções por coronavírus em muitas regiões da Europa a levar os investidores a optarem por se afastar de ativos de maior risco, como as ações, e a preferir ativos-refúgio tradicionais, como o ouro.

 

Os receios de que o ressurgimento da covid-19 possa levar governos a fecharem de novo as economias – em França já foi hoje decretado estado de emergência nas principais cidades onde há mais casos, havendo também recolher obrigatório entre as 21h e as 6h – fizeram com que muitos investidores procedessem à tomada de mais-valias nas ações, o que debilitou as bolsas.

 

Também o impasse nas conversações entre democratas e republicanos para a aprovação de um pacote alargado de estímulos à economia dos EUA continuou a pesar (o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, disse não ser provável que haja um acordo nesse sentido antes das eleições presidenciais de 3 de novembro), bem como os reveses nos ensaios clínicos de fármacos e tratamentos contra a covid.

 

Um mês depois de a farmacêutica AstraZeneca ter interrompido a última fase de testes à vacina que está a desenvolver contra a covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford – após uma suspeita de reação adversa séria num participante do estudo no Reino Unido – a norte-americana J&J anunciou na madrugada de ontem que suspendeu temporariamente os testes devido a uma complicação inexplicável num participante.

 

Horas mais tarde foi a vez de a (também norte-americana) Eli Lilly tomar a mesma decisão relativamente ao ensaio clínico de um tratamento experimental com anticorpos, que é patrocinado pelo governo, por razões de segurança que não especificou.

 

A apresentação de bons resultados do terceiro trimestre por parte do Goldman Sachs ainda deu algum impulso inicial a Wall Street, mas os índices não conseguiram manter a trajetória de subida.

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