Bolsa Papeleiras e BCP levam PSI-20 ao tapete

Papeleiras e BCP levam PSI-20 ao tapete

A má prestação da Altri e da Navigator, bem como a queda do BCP, empurraram o índice PSI-20 para território negativo. Lá fora, o acordo comercial parcial entre os EUA e a China está a criar alguma expectativa.
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Gonçalo Almeida 14 de outubro de 2019 às 16:42

O índice PSI-20 fechou o dia a cair 0,58% para os 4.975,17 pontos, acompanhando os pares europeus, numa sessão marcada pela incerteza em torno do acordo parcial ainda por firmar entre a China e os EUA.

Na sexta-feira passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o acordo com a China estava fechado, assim que as negociações entre ambos acabaram, mas hoje, a expectativa de que ainda há alguns pontos a definir para que o acordo seja selado pressionou os mercados.

Os media chineses veicularam, durante o fim-de-semana, a mensagem de que os EUA deviam "evitar retroceder" nos pontos que foram acordados provisoriamente e indicaram que ainda é cedo para festejar. "O champanhe deve provavelmente ser mantido no gelo, pelo menos até ambos os presidentes descerem as canetas sobre os papéis", lia-se no China Daily deste domingo.

A agitar as águas na sessão de hoje esteve também a questão do Brexit. A União Europeia alertou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson que o seu plano não seria ainda bom o suficiente para servir de base a um entendimento entre os dois lados. No entanto, Johnson e o seu governo terão sido avisados por representantes da União Europeia que um acordo para o Brexit ainda seria possível de alcançar.

Hoje, a rainha de Inglaterra, Isabel II, estabeleceu como prioridade a "saída do Reino Unido da União Europeia no dia 31 de outubro" e que o Governo procurará "trabalhar numa nova parceria com a União Europeia, baseada no livre comércio e numa cooperação amigável".

Por cá, a bolsa nacional terminou com cinco cotadas a negociar em território positivo e 13 cotadas em queda. O setor da pasta e do papel foi o que mais pressionou. A Altri perdeu 1,83% para os 5,365 euros por ação e a sua rival Navigator desvalorizou 1,93% para os 3,256 euros por ação. 

Este ano, as ações da Navigator já desvalorizaram quase 8% desde o início do ano e mais de 25% desde o pico atingido em março. Depois de, no ano passado, ter sofrido um revés na atividade nos EUA, com a aplicação de uma taxa anti-dumping, as dificuldades mantêm-se em 2019, com a queda dos preços da pasta de papel e o agravamento das tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

O BCP também contribuiu para a queda do índice ao perder 1,59% para os 19 cêntimos por ação. 

Do lado dos ganhos, a Sonae avançou 0,85% para os 88 cêntimos. 





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