Bolsa Paralisação do governo dos EUA afeta IPO de Uber e Lyft

Paralisação do governo dos EUA afeta IPO de Uber e Lyft

O "shutdown" dos EUA está a ter impacto nas próximas entradas em bolsa, com o regulador do mercado de capitais, a SEC, a não ter capacidade para responder a processos que deram entrada.
Paralisação do governo dos EUA afeta IPO de Uber e Lyft
Reuters
Bloomberg 10 de janeiro de 2019 às 15:51

A Uber Technologies e a Lyft ainda não receberam respostas do órgão regulador de títulos dos EUA sobre as suas apresentações confidenciais para abrir o capital, disseram fontes próximas do assunto.

 

Uma paralisação parcial do governo dos EUA provocada pelas negociações do presidente Donald Trump para construir um muro ao longo da fronteira sul do país deixou sem recursos a Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês), o que provoca atrasos num ano que deverá ser marcado pela entrada em bolsa de várias empresas.

 

As empresas de transporte particular, que provavelmente realizarão duas das maiores dispersões de capital do ano, acreditam que a paralisação poderá adiar as suas estreias na bolsa dependendo de quanto tempo demorará a SEC a reabrir e de qual será a resposta da agência, disseram as mesmas fontes, que pediram anonimato porque os planos são confidenciais. A Uber e a Lyft planeavam realizar as suas dispersões de capital no primeiro semestre do ano.

 

Porta-vozes da Uber e da Lyft preferiram não comentar. Num comunicado enviado por e-mail, a SEC escreveu: "Antes que a paralisação entrasse em vigor, nós encorajámos aos solicitantes que entrassem em contacto connosco para pedir que acelerassem as declarações de registo pendentes e nós efetivámos aproximadamente uma dúzia de declarações de registo".

 

A paralisação do governo dos EUA deixou centenas de milhares de trabalhadores de licença ou a trabalhar sem salário. O "shutdown" deve ter impacto nas transações de todas as dimensões.

 

A Eli Lilly & Co. afirmou na terça-feira que a SEC está a criar "um problema" com o plano da empresa de vender ações de uma unidade que foi desmembrada no ano passado. Também na terça-feira, duas petrolíferas adiaram a data de finalização de uma fusão de 900 milhões de dólares por causa da paralisação do governo.

 




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