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Perdas da PT SGPS arrastam PSI-20 para terreno negativo

O principal índice da praça nacional inverteu o sentimento positivo do início da manhã e segue agora a negociar no vermelho. No resto da Europa, a tendência é sobretudo de ganhos.

Bruno Simão/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 10:52
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A praça de Lisboa inverteu a tendência positiva do início da manhã e segue em queda. O PSI-20 desce 0,25% para 5.062,03 pontos, com 11 empresas em queda e sete em alta. Nas restantes praças europeias, o sentimento é sobretudo de ganhos. A excepção é a praça helénica, que recua mais de 1,50%.

 

O Governo de Atenas decidiu antecipar as eleições presidenciais agendadas para o início de 2015. A primeira volta das presidenciais tem lugar no próximo dia 17 de Dezembro e surge numa altura em que Grécia obteve uma extensão do programa de assistência financeira internacional. O mercado especula que, caso o Parlamento não consiga eleger um novo Presidente da República - o que levaria à dissolução do Parlamento e à convocação de eleições gerias -, as forças políticas anti-austeridade ganhem terreno no país. 

 

Na bolsa nacional, a Impresa é o título que mais cai, recuando 4% para 91,2 cêntimos.

 

Do lado das perdas está também a PT SGPS, que desce 2,44% para 1,239 euros. A Terra Peregrin considera que o pedido de marcação apressado de apenas uma assembleia-geral – para decidir a venda da PT Portugal – é uma tentativa desleal de condicionar as opções dos accionistas da PT SGPS e "mais um sinal da forma brutal como os mesmos estão a ser tratados neste negócio opaco". 

 

"Aos accionistas da PT SGPS deverá ser dada a oportunidade, em assembleias gerais coincidentes na data de se pronunciarem em alternativa pelo consentimento à venda e desmantelamento da PT ou pela nossa [Terra Peregrin] OPA que mantém a unidade da empresa tão importante para a economia e o emprego de Portugal". É desta forma que fonte próxima da empresária angolana Isabel dos Santos reage à resposta da PT SGPS aos termos e condições da OPA lançada pela Terra Peregrin. 

 

Em comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, o conselho de administração da PT SGPS refere que os objectivos da oferta de Isabel dos Santos "não são suficientemente claros" e que os documentos apresentados "são incompletos e imprecisos", não cumprindo em alguns aspectos, "os requisitos legais quanto à qualidade da informação".

 

A Nos cede 0,02% para 5,099 euros.

 

No sector do retalho, a Jerónimo Martins desce 0,81% para 8,002 euros e a Sonae SGPS cede 0,19% para 1,07 euros.

 

Na banca, o BCP cede 0,62% para 8,01 cêntimos e o BPI desliza 0,49% para 1,421 euros. Já o Banif soma 1,52% para 0,67 cêntimos.

 

Na energia, o grupo EDP negoceia do lado dos ganhos, com a casa-mãe a avançar 0,12% para 3,444 euros e a EDP Renováveis a subir 0,02% para 5,327 euros. Um sentimento partilhado pela REN, que valoriza 0,40% para 2,488 euros.

 

Por outro lado, a Galp Energia cede 0,09% para 9,008 euros. Isto numa altura em que os preços do petróleo caem mais de 1% nos mercados internacionais e em que o Irão admite que os preços da matéria-prima vão continuar a cair se a solidariedade entre os membros da OPEP falhar.

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