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Perdas da PT e da banca levam PSI-20 a descer quase 0,50%

A praça nacional mantém-se em terreno negativo, pressionada sobretudo pela PT SGPS. No resto da Europa, o sentimento é igualmente de perdas.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2015 às 10:22
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A praça lisboeta continua a negociar em terreno negativo. O PSI-20 desce 0,46% para 4.933,80 pontos, com 10 empresas em queda, sete em alta e uma inalterada.

 

No resto da Europa, o sentimento é igualmente de perdas, com a praça grega a liderar as desvalorizações ao recuar mais de 2%. Esta evolução das praças do Velho Continente tem lugar depois de, esta quinta-feira, 15 de Janeiro, o banco central da Suíça ter decidido deixar de ter como objectivo uma taxa de câmbio mínima de 1,20 francos suíços por euro. O banco central helvético, em 2011, adoptou medidas para impedir uma forte valorização do franco face ao euro, temendo que esta variação cambial representasse uma forte penalização para as exportadoras do país. Agora, perante a tendência negativa do euro e a expectativa de mais quedas devido ao programa de compra de dívida pública que o BCE deverá anunciar na próxima semana, o banco central suíço desistiu desta ligação do franco ao euro.

 

"O franco suíço permanece em níveis elevados, mas a sobrevalorização diminuiu desde a introdução de uma taxa de câmbio mínima", justificou o banco central suíço num comunicado ao mercado, acrescentando que "a economia suíça foi capaz de se adaptar neste período a uma nova situação".

 

Por cá, em destaque pela negativa está a PT SGPS, que recua 3,20% para 66,5 cêntimos. Esta quinta-feira, 15 de Janeiro, à noite, a PT SGPS, num comunicado aguardado pelo mercado, na expectativa de mais informações por parte da PT sobre o negócio com a Oi, a empresa garante que caso os accionistas da PT SGPS decidam aprovar a venda da PT Portugal a empresa brasileira não pode ser responsabilizada por isso. Volta a assumir, no entanto, que esta venda é uma alteração dos propósitos anunciados no acordo com a Oi. Uma alteração, acrescenta agora a administração da empresa, "relevante". No entanto, aponta ainda que "caso a venda seja aprovada a mesma não poderá originar qualquer responsabilização da Oi, a título judicial e extrajudicial, por tal facto específico".

 

Por outro lado, na documentação que a PT SGPS fez chegar esta quinta-feira à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa refere que a gestão da PT Portugal "está limitada à gestão corrente o que, obviamente, se traduz numa perda de capacidade de actuação num mercado altamente concorrencial como é o das telecomunicações". Com esta limitação, a Oi poderá diminuir o seu encaixe "na venda contratada, atendendo ao critério de fixação do preço final da venda".


A Nos soma 0,22% para 5,472 euros.

 

A pressionar a evolução da praça nacional está também a banca. O BCP desce 1,91% para 6,67 cêntimos. A decisão da autoridade monetária suíça teve reflexos no desempenho de ontem dos bancos polacos, mercado onde o banco liderado por Nuno Amado detém 66% do Bank Millennium. O BPI perde 1,47% para 87,2 cêntimos.

 

Em terreno negativo está também a Galp Energia. A petrolífera cede 0,70% para 8,371 euros, numa altura em que os preços do petróleo, nos mercados internacionais, estão a subir. O West Texas Intermediate soma 2,23% para 47,28 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, soma 2,20% para 49,33 dólares por barril.

 

Ainda no sector energético, a EDP Renováveis desce 0,95% para 5,524 euros. Já a EDP avança 0,36% para 3,388 euros. A REN ganha uns ligeiros 0,08% para 2,395 euros.

 

No retalho, a tendência é também de perdas. A Jerónimo Martins desliza 0,58% para 8,884 euros e a Sonae recua 0,99% para 1,099 euros.

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