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Pesos pesados levam PSI-20 a cair mais de 1% na semana

A bolsa nacional recuou em quatro das últimas cinco sessões e prolongou a tendência de perdas que se verificou na semana passada, em que caiu 4,8%. Os pesos-pesados Portugal Telecom e Galp Energia foram os que mais desvalorizaram.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 31 de Janeiro de 2014 às 19:30
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O principal índice bolsista português recuou 1,13% nas cinco sessões que terminaram esta sexta-feira, com nove cotadas a contribuírem negativamente e 11 a terminarem o período em alta. O PSI-20 entra em Fevereiro nos 6.696,67 pontos depois de ter chegado a negociar acima da fasquia de 7.000 que derrubou na semana passada.

 

A Portugal Telecom foi a cotada que mais desvalorizou na semana, ao ver a sua cotação cair 3,29% para 3,265 euros. Isto, numa semana em que a Jefferies aumentou o preço-alvo da cotada liderada por Henrique Granadeiro de 2,65 para 3,30 euros, com a recomendação a permanecer em “manter”. Já a Zon Optimus terminou a semana a negociar quase inalterada face à semana passada a descer 0,08% para 4,965 euros.

 

Também a petrolífera Galp Energia foi das que mais pressionou o índice principal nesta semana, ao recuar 2,84% para 11,48 euros. Já o sector da electricidade contrariou maiores perdas com a EDP a subir 0,72% nas últimas cinco sessões para 2,786 euros e a EDP Renováveis a ganhar 1,09% para 4,273 euros.

 

Esta semana, o grupo EDP divulgou os dados operacionais provisionais com a eléctrica a dar conta de que o volume de electricidade distribuído permaneceu estável em 2013, segundo comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Já a eólica liderada por João Manso Neto aumentou a geração de energia em 8%.

 

A REN depreciou 0,60% para 2,515 euros ainda que tenha visto o BES Investimento emitir uma nota de análise em que reiterou a recomendação de “comprar” para o título, dizendo que a gestora da rede eléctrica nacional é a sua preferida entre as pares da Península Ibérica. O banco destaca a política de dividendos e potencial de crescimento.

 

O sector da banca encerrou a semana misto, com o BPI a destacar-se pela positiva apesar de ter apresentado resultados e de ter proposto um aumento de capital na quinta-feira, provocando volatilidade nas acções durante a sessão de sexta.

 

O banco liderado por Fernando Ulrich chegou a desvalorizar 5,5% durante a manhã, depois de ter divulgado prejuízos no quarto trimestre de 2013 e ter dado conta de uma quebra de 73,2% dos lucros anuais. Contudo, terminou o período de cinco dias a subir 3,85% e registou o melhor desempenho semanal do sector em Portugal ao fechar nos 1,51 euros.

 

Já o BCP perdeu 2,58% para 0,166 euros e o BES depreciou 1,99% para 1,13 euros, enquanto o Banif subiu 1,71% para 0,0119 euros (1,19 cêntimos) na semana. Recorde-se que, ao Negócios, Jorge Tomé disse que o banco está “em negociações finais” para concluir o processo de capitalização.

 

A retalhista Jerónimo Martins também está entre as que mais pressionaram a bolsa nacional, já que o gigante do PSI-20 perdeu 2,19% na semana. No mesmo período, a Sonae, que também está presente no comércio de bens alimentares, declinou 2,58% para 1,17 euros.

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