Bolsa Pharol afunda 10% para mínimo histórico

Pharol afunda 10% para mínimo histórico

O passo atrás do fundo russo no sentido da fusão da Tim com a Oi está a afundar as acções da empresa portuguesa. Estão a negociar no valor mais baixo desde que entraram em bolsa, em 1995.
Pharol afunda 10% para mínimo histórico
Pedro Elias/Negócios
Paulo Moutinho Rita Faria 26 de fevereiro de 2016 às 10:02

A Pharol volta a afundar. Depois da maior queda num ano registada na última sessão, as acções da empresa portuguesa chegaram a perder quase 10% esta sexta-feira, 26 de Fevereiro, tocando no valor mais baixo de sempre. Estão a reagir negativamente ao passo atrás do fundo russo no sentido da fusão da Tim com a Oi.


Os títulos da empresa liderada por Palha da Silva chegaram a ceder um máximo de 9,85% durante a negociação, atingindo um mínimo desde a entrada em bolsa, em 1995, nos 18,3 cêntimos. A tendência negativa mantém-se, com as acções a cederem 4,93% para 19,3 cêntimos.


na última sessão as acções tinham afundado. Os títulos caíram 12,88% para 20,3 cêntimos, a maior descida desde 7 de Janeiro de 2015, dia em que afundaram quase 19,5%, isto depois de ter sido revelado que a LetterOne abandonou os planos de fusão da Tim com a Oi, empresa da qual a Pharol detém 27,5% do capital.


O fundo russo comunicou à Oi que foi informado pela TIM, operadora da Telecom Itália, que, "embora agradeça por sua abordagem, não deseja aprofundar negociações a respeito da possibilidade de uma união entre a Oi e a Tim, no Brasil".


A LetterOne explica ainda que a sua abordagem "teve o objectivo de destravar o potencial desta operação no sector de telecom através de uma estrutura por meio da qual todas as sociedades estivessem alinhadas". Porém, continua, sem a participação da Tim, "não poderá neste momento prosseguir com a operação proposta conforme anteriormente prevista".


Ao longo dos últimos meses a LetterOne, a Tim e a Oi realizaram várias reuniões para estudar o cenário de fusão entre as duas operadoras, uma opção que caso avançasse iria criar uma gigante das telecomunicações no Brasil, com 44% de quota de mercado.




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