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Portugal Telecom cai mais de 4,5% para novo mínimo histórico

As acções da Portugal Telecom já estiveram a cair mais de 4,5% esta manhã, negociando pela primeira vez na história abaixo de 1,70 euros. A operadora de telecomunicações já acumula uma queda superior a 40% desde que se soube do investimento em papel comercial da Rioforte.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 18 de Julho de 2014 às 08:25
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As acções da Portugal Telecom estão a cair 3,41% para 1,701 euros, tendo chegado a deslizar 4,60% para 1,68 euros já esta manhã. As acções da operadora de telecomunicações têm estado sob forte pressão desde 26 de Junho, dia em que se soube que a PT tinha comprado papel comercial da Rioforte no montante de quase 900 milhões de euros. Desde aquele dia, os títulos acumulam já uma queda de 41%.

 

Na quarta-feira as acções da PT ainda subiram mais de 3%, a reflectir o acordo alcançado com a Oi no âmbito do processo de fusão, mas foi "sol de pouca dura", tendo já ontem descido mais de 6%, a reflector o corte de "rating" efectuado pela Fitch.

 

O "rating" da Portugal Telecom e da Oi foi cortado em um nível para "BB+", o que significa que foi colocado num patamar considerado de investimento especulativo, ou seja, "lixo". A perspectiva foi colocada em "estável".

 

A decisão da Fitch prende-se com a falha de pagamento por parte da Rioforte de 847 milhões de euros à PT. Em causa está um investimento total de 897 milhões de euros, conhecido no dia 26 de Junho, em papel comercial da Rioforte.

 

Na quarta-feira, 16 de Julho, a PT emitiu um comunicado onde revelou que a fusão com a Oi não está em risco e que as duas operadoras encontraram uma solução para não travar a fusão por causa de um eventual incumprimento da Rioforte.

 

O acordo alcançado entre a operadora nacional, liderada por Henrique Grandeiro, e a Oi, liderada por Zeinal Bava, estabelece que a PT fica com a dívida da Rioforte e com menos percentagem do capital da nova empresa brasileira, a CorpCo. Antes desta operação, os accionistas da PT ficariam com cerca de 38% da nova Oi, com a avaliação dos seus activos a atingir os 1,9 mil milhões de euros (com dividendos, entretanto pagos). Mas encargo associado ao investimento no papel comercial da Rioforte ditou que os accionistas da PT ficassem com menos, passando assim a deter "uma participação económica na CorpCo de 25,6% ajustada pelas aplicações de tesouraria", revelou a PT em comunicado.

 

Contudo, o acordo estabelecido entre as duas operadoras faz com que os prazos para a fusão resvalem, tal como explicou esta quinta-feira o Negócios.

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