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Praça nacional sobe com Sonae SGPS e BCP a ganharem

A bolsa portuguesa valorizava impulsionada pela Sonae SGPS e pelo BCP, num dia de pouca liquidez. O PSI-20 ganhava 0,47%, no início de uma semana que deve ser marcado pela falta de investidores devido à época natalícia.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Dezembro de 2004 às 13:09
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A bolsa portuguesa valorizava impulsionada pela Sonae SGPS e pelo BCP, num dia de pouca liquidez. O PSI-20 ganhava 0,47%, no início de uma semana que deve ser marcado pela falta de investidores devido à época natalícia.

O PSI-20 [psi20] cotava nos 7.573,65 pontos a subir 0,47% com 12 títulos a ganhar, três a perder e cinco inalterados.

A sessão é «marcada pela pouca liquidez, como é normal nesta altura», afirmou Pedro Correia e Silva da Título. A liquidez do principal índice nacional era reduzida, com 19,745 milhões de acções transaccionadas até à data.

A Sonae SGPS [son] apreciava 1,9% para os 1,07 euros. Depois da Sonae ter consumado a venda da sua posição na Imocapital à Europac, os investidores começam a antecipar um cenário de retirada de bolsa da Gescartão, através de uma oferta potestativa. A expectativa surge depois da CMVM ter emitido um parecer em que não obriga o lançamento de uma OPA geral por parte da Europac sobre a Gescartão, avança hoje o Jornal de Negócios. A Gescartão [gct] somava 0,19% para os 10,72 euros.

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] negociava a valorizar 0,53% para os 1,88 euros. Na sexta-feira, a instituição liderada por Jardim Gonçalves anunciou que o ABN Amro alienou 2% do BCP em duas operações através das quais encaixou um total de 120,6 milhões de euros.

Esta notícia tem um impacto «neutral» para o BCP de acordo com os analistas do BPI, que alegam que a posição do ABN no banco português «nunca foi considerada [pelo BPI] como estratégica e assim esta notícia não é uma surpresa para o mercado».

Ainda em relação a esta instituição bancária, os especialistas do BPI, num estudo sobre a banca da Península Ibérica, entre os oito bancos analisados a preferência recai sobre o Millennium bcp, por acreditarem que a instituição financeira liderada por Jorge Jardim Gonçalves vai apresentar uma melhoria mais pronunciada no crescimento das receitas que as suas rivais.

A restante banca seguia mista com o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] a ganhar 0,08% para os 13,01 euros e o Banco BPI [bpin] a perder 0,33% para os 3,02 euros.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] avançava 0,45% para 2,24 euros. A subida dos encargos sobre o sistema público de electricidade e a transferência de consumo para o mercado liberalizado vão pressionar as tarifas nos próximos anos, noticiou hoje o Jornal de Negócios. Os encargos a reflectir sobre as tarifas eléctricas do sistema vinculado vão aumentar substancialmente nos próximos três anos.

Segundo o «Diário Económico» a EDP quer arrancar, já em 2005, com a construção de um novo grupo de produção de electricidade a gás natural, cujo investimento rondará 165 milhões de euros. A sua entrada em funcionamento está programada para 2008, de acordo com o plano estratégico para o próximo triénio.

A Impresa [ipr] somava 2,46% para os 5,84 euros, depois de ter renovado o máximo desde 2001 nos 2,85 euros. A Cofina [cofi] e a Media Capital [mcp] seguiam a mesma tendência de ganhos e avançavam 0,8% para os 3,78 euros e 0,58% para os 5,18 euros, respectivamente.

A Brisa [brisa] apreciava 0,6% para os 6,73 euros, enquanto a Portugal Telecom (PT) [ptc] seguia inalterada nos nove euros. Segundo o «Semanário Económico» da passada sexta-feira, a operadora de telecomunicações poderá aumentar a sua participação na Companhia de Telecomunicações de Macau e formar uma parceria com a China Unicom.

A Reditus [red], que vai constar no PSI-20 a partir de Janeiro, subia 1,03% para os 2,95 euros.

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