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Praças europeias caem com subida do petróleo e juros nos EUA

As praças europeias encerraram a sessão em queda, com a subida das taxas de juros nos EUA e a escalada dos preços do petróleo com receios de que o furacão «Rita» atinja a costa do Texas, a pressionar os principais índices. O Dow Jones Stoxx 50 encerrou a

Paulo Moutinho 21 de Setembro de 2005 às 18:19
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As praças europeias encerraram a sessão em queda, com a subida das taxas de juros nos EUA e a escalada dos preços do petróleo com receios de que o furacão «Rita» atinja a costa do Texas, a pressionar os principais índices. O Dow Jones Stoxx 50 encerrou a desvalorizar 1,09% nos 3.192,97 pontos.

A Reserva Federal norte-americana anunciou ontem o aumento, pela décima primeira vez consecutiva, os juros nos EUA em 25 pontos base para 3,75%, apesar dos apelos para que não se alterassem os juros de modo a ajudar o crescimento económico, após o furacão «Katrina».

O furacão «Rita» está a provocar uma nova subida do preço do barril de petróleo. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA, o «Rita» está já no grau de intensidade 4 (numa escala em que o máximo é 5) e dirige-se para o Golfo do México, podendo no final da semana atingir a costa do estado do Texas. Algumas companhias petrolíferas como a ConocoPhilips, a Exxon móbil e a Marathon Oil já encerraram as suas plataformas e evacuaram todos os trabalhadores.

O West Texas Intermediate [cl1] negociado em Nova Iorque valorizava 1,36% para os 67,10 dólares, depois de durante a sessão ter subido 3,08% para os 68,27 dólares. Em Londres, o «brent» [co1] subia 1,34% para os 65,06 dólares, tendo atingido os 65,80 dólares durante a sessão.

Na Alemanha, o DAX [dax] registou a maior queda do dia, com uma desvalorização de 1,77% para os 4.875,22 pontos. O principal índice alemão mantêm a tendência negativa desde as eleições de Domingo que deixaram o país num impasse político.

O Deutsche Bank recuou 2,59% para os 74,90 euros, depois da JP Morgan reduzir a recomendação de «neutral» para «overweight». A seguradora Allianz e a eléctrica E.On recuaram 1,78% e 2,02% para os 104,30 euros e 75,69 euros, respectivamente. A Siemens desceu 1,98% para os 62,90 euros.

Em França, o CAC [cac] fechou nos 4.468,06 pontos a recuar 1,41% pressionado pelo BNP Paribas que desceu 1,65% para os 59,5 euros e a seguradora Axa depreciou 2,23% para os 21,89 euros. A fabricante de iogurtes Danone recuou 3,19% para os 90,95 euros, depois do responsável da empresa desmentir os rumores de uma eventual OPA por parte da Pepsi.

O AEX [aex] desceu 1,23% para os 396,48 pontos. A financeira ING Groep desvalorizou 1,15% para os 24,03 euros e a Unilever recuou 2,02% para os 58,10 euros. A electrónica Philips depreciou 1,91% para os 22,13 euros.

O Footsie [ukx] caiu 0,86% para os 5.369,70 pontos com a operadora móvel Vodafone a desvalorizar 2,16% nas 1,47 libras e o HSBC que desceu 0,89% para as 8,91 libras. A BP valorizou 0,23% para as 6,625 libras.

Em Espanha, o Ibex [ibex] recuou 0,79% para os 10.500,30 pontos, pressionado pelos bancos BBVA e Santander que desvalorizaram 1,29% e 1,35% para os 13,82 euros e 10,22 euros, respectivamente. A Telefónica desceu 1,17% para os 13,57 euros.

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