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PSI-20 acumula três semanas negativas com BCP a pressionar

A bolsa nacional fechou em queda, acumulando já três semanas seguidas a perder valor. Neste período o BCP foi dos que mais penalizaram, com o banco liderado por Nuno Amado a registar seis semanas consecutivas em terreno negativo.

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David Santiago dsantiago@negocios.pt 25 de Agosto de 2017 às 16:41
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O PSI-20 fechou a sessão bolsista desta sexta-feira, 25 de Agosto, a recuar 0,58% para 5.165,92 pontos, o valor de fecho mais baixo desde 11 de Julho, com 13 cotadas em queda e as restantes seis em alta. No acumulado da semana, a praça lisboeta registou uma desvalorização de 0,39%, na terceira semana consecutiva em que o principal índice nacional perdeu valor.

 

Esta foi uma sessão sem sentimento definido na Europa, com as principais praças do Velho Continente a dividirem-se entre ganhos e perdas. Os investidores estão na expectativa pelo discurso que Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, fará ao final desta tarde na conferência anual de banqueiros centrais de Jackson Hole.

 

Quem já falou foi a líder da Reserva Federal dos Estados Unidos. Ao início da tarde em Lisboa, Janet Yellen sustentou que "mais cedo ou mais tarde haverá riscos de optimismo excessivo" mas não deixou quaisquer sinais sobre a evolução da política monetária nos EUA.

 

Em Lisboa o BCP esteve em destaque pela negativa. O maior banco privado português perdeu 1,83% para 0,2258 euros, tendo sido uma das cotadas que mais penalizou o PSI-20.

 

O banco liderado por Nuno Amado fechou esta semana com um saldo global negativo, na sexta semana consecutiva a desvalorizar, o que representa a mais longa série de perdas semanais consecutivas desde Outubro de 2014, mês em que o BCP também tinha culminado seis semanas seguidas em terreno negativo. Na semana que agora terminou, a instituição perdeu 1,83%. 

O Negócios escreve esta sexta-feira que o BCP tem estado sob ataque de especuladores numa altura em que as posições curtas no capital do banco são já de 3,7%.

Também a penalizar de forma decisiva nesta sessão esteve o sector energético, em especial a EDP que resvalou 0,92% para 3,216 euros. O resto do sector acompanhou, com a EDP Renováveis a cair 0,45% para 6,823 euros, a Galp Energia a deslizar 0,65% para 13,755 euros e a REN a ceder ligeiros 0,07% para 2,798 euros. 


Nota negativa ainda para as cotadas ligadas ao sector das telecomunicações, com a Nos a deslizar 0,22% para 5,357 euros e a Pharol a perder 0,62% para 0,32 euros, o que acontece no dia que a brasileira Oi (da qual a Pharol é a maior accionista) revelou que o juiz responsável pelo processo de recuperação da operadora já aprovou as datas para a realização da assembleia de credores.

OS CTT acompanharam a tendência ao caírem 0,19% para 5,234 euros no dia em que os correios nacionais lançaram selos para celebrar os 40 anos da Guerra das Estrelas.

Ainda a penalizar a bolsa nacional esteve a Semapa que desvalorizou 1,02% para 15,46 euros.

Sentimento distinto foi o registado no sector do retalho, com a Jerónimo Martins a recuar 0,60% para 16,65 euros e a Sonae a avançar 0,73% para 0,97 euros, o que parece confirmar a expectativa de valorizações dos títulos que os analistas anteciparam para os títulos do grupo da Maia. Na quarta-feira, a Sonae reportou lucros de 73 milhões de euros, uma queda de 4,4% explicada pelos ganhos não recorrentes que beneficiaram o resultado do grupo há um ano.


Por fim, destaque pela positiva para a Mota-Engil que ganhou 1,79% para 2,392 euros, depois de ontem o CaixaBI ter antecipado que a construtora terá terminado o primeiro semestre de 2017 com lucros de 2 milhões de euros, o que a confirmar-se representa uma queda de 97% face ao período homólogo.

(Notícia actualizada às 16:57)

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