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PSI-20 afunda 5% com cinco cotadas em mínimos de mais de um ano

A bolsa nacional fechou em queda, a acompanhar as restantes praças europeias, penalizada sobretudo pela banca e energia. Cinco cotadas atingiram mínimos de mais de um ano e apenas a Corticeira Amorim conseguiu encerrar no verde.

Sérgio Lemos
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 18 de Março de 2020 às 16:52
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A praça lisboeta encerrou em forte baixa, com o índice de referência nacional a cair 5% para 3.642,99 pontos, tendo sido dos que mais afundou no Velho Continente. Ainda assim o PSI-20 persiste acima do mínimo de 1993 que atingiu na segunda-feira.

 

Das 18 cotadas que compõem o PSI-20, apenas a Corticeira Amorim conseguiu fechar em alta, a subir 1,32% para 7,70 euros. Isto depois de ontem ter sido das poucas cotadas em baixa, a ceder 2,94% para 7,60 euros, numa sessão em que transacionou em mínimos de 2016.

 

Lisboa acompanhou assim o movimento de queda que voltou a registar-se na Europa. Depois do alívio de ontem, sustentado pelas medidas de estímulo anunciadas por vários governos no âmbito da covid-19, hoje os mercados accionistas – e não só – voltaram a descarrilar.

A hipótese de uma recessão a nível global está a ganhar força à medida que a propagação do novo coronavírus continua a um ritmo acelerado na Europa e nos Estados Unidos.

Por cá, cinco cotadas atingiram mínimos de mais de um ano e duas mergulharem mais de 10%. 

A energia foi, notoriamente, o setor que mais castigou o PSI-20, num dia em que os preços do petróleo estão em mínimos de 2002 em Londres e de 2003 em Nova Iorque.

A EDP derrapou 8,65% para 3,31 euros e a sua subsidiária para as energias renováveis recuou 8,56% para se fixar nos 9,29 euros.

 

Já a Galp cedeu 3,72% para 8,50 euros. Além da diminuição da procura por petróleo, ontem a Arábia Saudita prosseguiu o seu braço de ferro com a Rússia na tentativa de levar Moscovo a cortar a sua produção – algo que recusou na última reunião do grupo OPEP+ -, tendo anunciado que vai começar a exportar 10 milhões de barris de crude por dia a partir de abril, o que representa um volume máximo histórico de exportação, e isto numa altura em que a oferta nos mercados já é excedentária.

 

Ainda neste setor, a REN caiu 3,74% para 1,95 euros e durante a sessão estabeleceu um mínimo de mais de um ano ao negociar nos 1,92 euros.

 

Em mínimos de mais de 52 semanas estiveram também a Semapa, Ibersol, Sonae SGPS e Sonae Capital. A empresa de restauração, dona de marcas como a Burger King e a Pizza Hut, afundou 14,16% para 4 euros. Já a Semapa perdeu 9,19% para 7,31 euros, tendo chegado a negociar nos 7,27 euros.

 

Também a banca continua a deslizar fortemente na Europa e por cá não foi exceção, com o BCP a perder 4% para 10 cêntimos por ação.

 

A segunda maior queda do PSI-20 foi protagonizada pela Altri, a mergulhar 10,05% para 2,88 euros.

Entre as descidas da sessão desta quarta-feira, a Nos foi a que menos terreno cedeu, ao registar uma depreciação de 0,14% para 2,83 euros.

(notícia atualizada pela última vez às 17:17)

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