Bolsa PSI-20 afunda com BCP e papeleiras a cederem mais de 2%

PSI-20 afunda com BCP e papeleiras a cederem mais de 2%

O fantasma da guerra comercial voltou e as bolsas recuam. A praça lisboeta não é exceção, com o PSI-20 a cair mais de 1,5% e pela quinta sessão consecutiva, afetado sobretudo pelos desempenhos do BCP e das papeleiras Navigator e Altri.
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Ana Batalha Oliveira 06 de maio de 2019 às 08:11
A bolsa nacional segue em queda, com o principal índice, o PSI-20, a descer 1,60% para os 5.293,32 pontos, contando a quinta sessão consecutiva em terreno negativo. Todas as cotadas seguem no vermelho exceto três, que se mantêm inalteradas.

Na Europa o sentimento é igualmente negativo, numa altura em que o último anúncio de Trump relativamente à guerra comercial com a China está a abalar os mercados internacionais. O presidente norte-americano afirmou, este domingo dia 5 de maio, através do Twitter, que as tarifas de 10% sobre o equivalente a 200 mil milhões de dólares em produtos chineses importados pelos EUA irão subir para 25%. E mais: "em breve" serão impostas tarifas sobre o equivalente a mais 325 mil milhões de dólares de produtos oriundos da China. As negociações que deveriam continuar e chegar a uma conclusão esta semana em Washington estão agora num impasse: não é certo se a delegação chinesa irá de facto comparecer.

Por cá, o BCP segue a perder 2,54% para os 25 cêntimos, sendo apenas ultrapassado pela Altri e Navigator nas perdas. Estas papeleiras cedem 2,73% para os 6,77 euros e 2,97% para os 3,72 euros, respetivamente. 

Ainda a penalizar fortemente está a Galp, que recua 1,67% para os 14,70 euros. A petrolífera segue de mãos dadas com as cotações da matéria prima com o barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, a ceder 2,22% para os 69,28 dólares, quebrando a barreira dos 70 dólares acima da qual se mantinha desde o início de abril. Outro "peso pesado" a influenciar a negociação pela negativa é a Jerónimo Martins, que perde 0,93% para os 14,44 euros.

Também no vermelho mas com uma quebra ligeira está a EDP, depois de este fim de semana o Expresso ter noticiado que a elétrica já contratou dois bancos de investimento - UBS e Morgan Stanley – para vender ativos de produção de eletricidade na Península Ibérica. No plano estratégico que a elétrica apresentou este ano está previsto o encaixe de 2 mil milhões de euros com a venda destes ativos. A cotada desliza 0,09% para os 3,32 euros.

A REN segue inalterada naquela que é a primeira sessão após a apresentação de resultados. A empresa divulgou na sexta-feira os seus números relativos ao período de janeiro a março, tendo fechado o primeiro trimestre com um resultado líquido de 13,2 milhões de euros, um valor em linha com o lucro alcançado em igual período do ano passado.

(Notícia em atualizada às 08:24)



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