Bolsa PSI-20 cai para mínimos de seis semanas na sétima sessão de perdas

PSI-20 cai para mínimos de seis semanas na sétima sessão de perdas

A bolsa nacional fechou em queda pela sétima sessão consecutiva, a mais longa série de perdas em oito meses. O PSI-20 atingiu o valor mais baixo desde o final de março.
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Rita Faria 08 de maio de 2019 às 16:43

A bolsa nacional encerrou em queda esta quarta-feira, 8 de maio, pela sétima sessão consecutiva, o que representa a mais longa série de descidas desde setembro do ano passado. O PSI-20 também atingiu o nível mais baixo desde 29 de março, com uma desvalorização de 0,63% para 5.200,23 pontos. Na sessão desta quarta-feira, 16 cotadas encerraram em queda e duas em alta.

A praça de Lisboa contrariou desta forma os ganhos ligeiros registados pelas congéneres europeias, animadas pela indicação de uma porta-voz da administração Trump, que informou que a China pretende fechar um acordo comercial com os Estados Unidos ainda esta semana. 

Por cá, as perdas foram determinadas sobretudo pelas cotadas do setor da energia, papeleiras, CTT e Sonae.

Na energia, a EDP deslizou 0,55% para 3,282 euros, enquanto a EDP Renováveis desceu 0,35% para 8,57 euros, no dia em que os títulos descontaram o dividendo 0,07 euros que será pago aos acionistas. Não fosse este efeito e as ações teriam subido quase 0,5%, depois de a empresa ter revelado esta manhã que registou lucros de 61 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano, uma quebra de 35% face a igual período de 2018.

Ainda na energia, a Galp caiu 0,35% para 14,14 euros, contrariando a recuperação do petróleo nos mercados internacionais.

No setor da pasta e do papel, a Altri recuou 1,66% para 6,535 euros, a Navigator perdeu 1,78% para 3,642 euros e a Semapa deslizou 2,41% para 13,74 euros.

A Sonae caiu 0,98% para 95,75 cêntimos e os CTT desvalorizaram 2,67% para 2,410 euros, um novo mínimo histórico.

Também o BCP encerrou com sinal vermelho, a descer 0,16% para 24,83 cêntimos, no dia em que foi revelado que o seu banco na Polónia, o Bank Millennium, obteve lucros de 160 milhões de zlótis (37,3 milhões de euros) no primeiro trimestre deste ano, um valor que corresponde a um crescimento de 3% face ao período homólogo.

Os resultados ficaram acima das estimativas dos analistas contactados pela Bloomberg, que apontavam para lucros de 148,5 milhões de zlótis.

A Nos, que apresenta os seus resultados ainda esta quarta-feira, desceu 0,09% para 5,855 euros.

Com sinal verde fecharam apenas a Ibersol, a subir 0,76% para 7,94 euros, e a Mota-Engil, com uma valorização de 1,66% para 2,202 euros. 

(Notícia atualizada às 17:01)




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