Bolsa PSI-20 cai pela quarta sessão para mínimos de quase um mês

PSI-20 cai pela quarta sessão para mínimos de quase um mês

A bolsa nacional encerrou em queda pela quarta sessão consecutiva, penalizada sobretudo pelo BCP, Navigator e Jerónimo Martins.
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Rita Faria 29 de julho de 2019 às 16:45

A bolsa nacional encerrou em queda esta segunda-feira, 29 de julho, pela quarta sessão consecutiva, com o PSI-20 a deslizar 0,13% para 5.134,84 pontos, o valor mais baixo desde 2 de julho. Das 18 cotadas que formam o PSI-20, 12 encerraram em queda, cinco em alta e uma inalterada.

Na Europa, os principais índices seguem sem uma tendência definida, no arranque de uma semana que será marcada pela apresentação de contas das empresas e pela decisão da Reserva Federal dos EUA sobre os juros, na quarta-feira.

Além do português PSI-20 seguem com sinal vermelho as praças de Madrid, Amesterdão e Paris.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, sobe 0,13% para 391,25 pontos.

Na bolsa nacional, as perdas foram motivadas sobretudo pelo BCP, Jerónimo Martins e Navigator. O banco liderado por Miguel Maya cedeu 0,2% para 25,05 cêntimos, no dia em que vai apresentar as suas contas do primeiro semestre, e em que foi revelado que o banco que detém na Polónia obteve um resultado líquido de 334 milhões de zlótis, um aumento de 12% face ao período homólogo, que superou as estimativas dos analistas.

A Jerónimo Martins caiu 0,91% para 14,725 euros e a Navigator desvalorizou 2,17% para 3,156 euros, depois de o CaixaBank/BPI ter cortado o preço-alvo para as ações, de 5,35 para 5,15 euros.

A contribuir para a descida do PSI-20 estiveram também a Nos, a Sonae, a Semapa e a Altri. A operadora liderada por Miguel Almeida caiu 0,6% para 5,765 euros, a Sonae desvalorizou 1,10% para 85,5 cêntimos, a Altri perdeu 0,57% para 6,095 euros e a Semapa desvalorizou 1,76% para 12,26 euros, depois de ter apresentado as suas contas na sexta-feira. A empresa anunciou que obteve um resultado líquido de 73,5 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que representa um acréscimo de 24,3% em termos homólogos.

Ainda do lado das descidas, a Pharol recuou 1,31% para 15,10 cêntimos, depois de ter revelado, no final da semana passada, que alcançou um resultado positivo de 24,8 milhões de euros no primeiro semestre, um valor que compara com prejuízos de 2,8 milhões de euros em igual período do ano passado.

Do lado dos ganhos, destaque para a EDP, que valorizou 0,57% para 3,381 euros, e para a EDP Renováveis, que subiu 1,08% para 9,35 euros, a beneficiar do anúncio, esta manhã, que chegou a acordo para vender 100% do capital de um projeto de tecnologia eólica onshore no Brasil, com 137 MW de capacidade instalada, por 155 milhões de euros.


(Notícia atualizada às 16:55)




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