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PSI-20 cai quase 3% em dia de "sell off" nas bolsas

As previsões pessimistas e os receios de uma segunda vaga de covid-29 levaram os investidores a "descer à terra" face aos efeitos da pandemia, o que está a provocar uma correção acelerada do rally a que se assistiu nas últimas semanas nos mercados globais, que chegaram a recuperar quase todas as perdas provocadas pela covid-19.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 11 de Junho de 2020 às 16:52
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A bolsa portuguesa fechou em terreno negativo pela sexta sessão consecutiva, o que representa o ciclo de quedas mais prolongado desde o início de março, numa sessão marcada por quedas violentas nas principais bolsas mundiais, devido às previsões pessimistas da Reserva Federal e receios de uma segunda vaga de covid-19 em alguns estados dos Estados Unidos.

O PSI-20 desceu 2,84% para 4.356,08 pontos, sofrendo a perda mais acentuada desde 14 de maio que colocou o índice português em mínimos de 29 de maio.

Nas bolsas europeias as descidas foram ainda mais pronunciadas, com o Stoxx600 a descer perto de 4% - na queda mais acentuada desde 23 de março. Em Wall Street os principais índices também registam quedas significativas.

Este sell off nos mercados acionistas surge depois de nas últimas semanas se ter assistido a um dos rally mais fortes da história, com as ações a disparem de forma acelerada depois das perdas históricas registadas em março, mês marcado pela propagação da pandemia um pouco por todo o mundo. Ainda esta semana o S&P500 chegou a transacionar em terreno positivo no ano e o tecnológico Nasdaq atingiu máximos históricos acima dos 10.000 pontos.

Ontem a OCDE avançou com previsões negras para a evolução da economia mundial e no final do dia a Reserva Federal também traçou um cenário pessimista, apontando para uma recessão de 6,5% na maior economia do mundo.

Estas previsões representaram um balde de água fria para os investidores que estavam a apostar forte nos mercados acionistas devido à expectativa de recuperação rápida da economia global. Os receios de uma nova vaga de covid-19, também referidos pela OCDE, acentuaram o movimento de venda nos mercados acionistas globais, o que explica o sell off a que se assiste hoje e que faz lembrar várias das sessões negras vividas em março, quando o medo dos efeitos da pandemia estava nos picos.

Só a Jerónimo Martins subiu no PSI-20

Na bolsa portuguesa, que em seis dias de correção perdeu mais de 6%, o sell off apanhou quase todas as cotadas, sendo que no PSI-20 só a Jerónimo Martins conseguiu fechar em terreno positivo.

A retalhista subiu 0,36% para 15,345 euros, sendo que a sua rival no retalho em Portugal registou a segunda queda mais acentuada do índice. As ações da Sonae desceram 6,11% para 0,63 euros, um desempenho negativo só superado pela Sonae Capital (-6,53% para 0,544 euros).

Seguiu-se o BCP, que é das cotadas portuguesas que mais de perto segue o movimento dos mercados globais e nas últimas sessões tinha recuperado com força dos mínimos de março. As ações do banco liderado por Miguel Maya cederam 5,86% para 11,25 cêntimos.

A Galp Energia foi das cotadas que mais pressionou o PSI-20 (-4,44% para 10,75 euros) num dia em que o petróleo também está a afundar, com o Brent em Londres abaixo dos 40 dólares em Londres.

No setor da pasta e papel as quedas também foram acentuadas, numa altura em que o dólar continua a perder terreno para o euro, o que penaliza as receitas destas empresas. A Navigator caiu 4,85% para 2,16 euros, a Semapa cedeu 5,65% para 8,35 euros e a Altri desvalorizou 3,43% para 4,06 euros.

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