Bolsa PSI-20 com a maior queda semanal do ano

PSI-20 com a maior queda semanal do ano

A bolsa nacional encerrou a perder mais de 1% nesta última sessão, o que fez com que o principal índice fechasse a semana com o pior desempenho desde dezembro. O dia foi de quedas acentuadas com os investidores a refletirem os receios sobre a travagem da economia mundial.
PSI-20 com a maior queda semanal do ano
Reuters
Sara Antunes 08 de março de 2019 às 16:45

A bolsa nacional fechou com uma queda acentuada, num dia em que a generalidade das cotadas registou descidas pronunciadas. O PSI-20 cedeu 1,12% com 16 ações a descerem – das quais 10 perderam mais de 2%. Só duas cotadas escaparam, tendo fechado o dia a subir.

A bolsa nacional acumulou assim uma queda superior a 1% na semana, o que corresponde ao pior desempenho desde a semana terminada a 21 de dezembro.

 

A descida de hoje não foi exclusiva da bolsa portuguesa. As congéneres europeias seguem também com quedas acentuadas, num dia em que a Alemanha divulgou um indicador económico que acentuou os receios sobre o abrandamento da maior economia da Zona Euro. As encomendas à indústria alemã encolheram 2,6% em janeiro face ao mês anterior, ao contrário do aumento de 0,5% esperado pelos economistas. Estes dados fizeram soar todos os alarmes, depois de ontem já o Banco Central Europeu (BCE) ter revisto em baixa as suas previsões de crescimento, ter anunciado um novo programa de estímulos e a manutenção dos juros por mais tempo. 

Isto depois da China ter começado a semana a rever a sua previsão de crescimento económico. Foi assim uma semana 'horribilis' no que às previsões de crescimento diz respeito. 


E os EUA juntaram-se a este cenário. A maior economia mundial criou 20 mil novos postos de trabalho em fevereiro (excluindo o setor agrícola), muito aquém dos 180 mil empregos previstos pelos economistas consultados no âmbito de uma sondagem realizada pela agência Reuters. Trata-se do pior registo desde setembro de 2017.

E este contexto está a minar a confiança dos investidores, que ditam quedas pronunciadas nas bolsas mundiais. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, perde 0,78% e os principais índices variam entre uma queda de 1,14% (Holanda) e de 0,43% (Alemanha). Do outro lado do Atlântico, o S&P500 cede 0,65%.

BCP e Galp descem mais de 2%

Na bolsa nacional, destaque para o BCP que, depois de ontem ter perdido mais de 5%, voltou a deslizar, desta vez mais de 2%, numa altura em que o setor financeiro é dos mais penalizados na Europa. As ações do banco liderado por Miguel Maya recuaram 2,49% para 0,2275 euros.

A Galp Energia também caiu 2,6% para 14,405 euros, num dia em que os preços do petróleo cederam mais de 2%, precisamente pressionados pelos sinais de abrandamento da economia mundial. 

Do lado oposto estiveram apenas duas cotadas: EDP Renováveis, que subiu 0,77% para 8,52 euros, e Nos, que apreciou 1,13% para 5,365 euros. A contribuir para a subida da Nos estarão os resultados de 2018, apresentados esta sexta-feira, antes do mercado abrir. 

A Nos anunciou um aumento de 15,8% dos lucros para 141,4 milhões de euros. Além disso, a empresa liderada por Miguel Almeida revelou que vai aumentar o dividendo em 16,7% para 35 cêntimos por ação.


Jerónimo Martins, Pharol, Navigator, Mota-Engil, Semapa, Altri, e Sonae SGPS deslizaram mais de 1%.

(Notícia atualizada às 16:55 com mais informação)




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