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PSI-20 com o maior ciclo de quedas dos últimos dois anos

A bolsa nacional caiu pela sétima sessão consecutiva. É preciso recuar até Janeiro de 2016 para encontrar o período tão longo. E as quedas são acentuadas. Neste período o principal índice nacional perde mais de 7%.

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Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 06 de Fevereiro de 2018 às 16:48
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O PSI-20 terminou a sessão a perder 1,47% para 5.325,85 pontos, elevando para sete o número de dias em queda. Este é o período mais prolongado de descidas na praça nacional desde o início de Janeiro de 2016. E acumula nestes sete dias uma desvalorização de 7,67%, anulando assim os ganhos que vinha a acumular em Janeiro. O principal índice nacional segue mesmo já com uma queda de 1,16% este ano.


A bolsa nacional não está sozinha nesta evolução. As praças europeias, americanas e asiáticas também estão a registar quedas acentuadas nos últimos dias. Muito devido à especulação em torno da inflação nos EUA e consequente subida de juros mais célere do que o que estava a ser antecipado. 

Este contexto levou a que as bolsas corrigissem parte das subidas recentes. Recorde-se que as bolsas mundiais têm estado a negociar em máximos históricos, no caso dos índices americanos, e de 2015, quando analisadas as praças europeias. 

Ontem Wall Street sofreu a queda mais forte desde 2011, com o Dow Jones e o S&P500 a afundarem mais de 4%. Hoje a sessão nas praças norte-americanas está muito volátil, com os índices a oscilarem entre perdas e ganhos, sendo que na Europa as quedas foram superiores a 2%.

As quedas nas bolsa nacional foram generalizadas, com várias cotadas a perderem mais de 2%, como o caso do BCP e da EDP que caíram os mesmos 2,08%. A Galp Energia também cedeu 2,11%. assim como a Mota-Engil e a Sonae SGPS, que perderam 2,01% e 2,94%, respectivamente. 

Na sessão desta terça-feira houve seis cotadas a contrariar a tendência, com a Pharol em destaque, ao disparar 14%. Em alta fecharam também as acções dos CTT, ao subirem mais de 1% e da Corticeira Amorim, que já ontem contrariou a tendência geral de quedas.  

Pharol brilha depois de afundar

As acções da Pharol voltaram a destacar-se, mas desta vez a contrariar a tendência de queda que imperou no mercado. Os títulos da cotada liderada por Palha da Silva subiram 15,85% para 0,212 euros, depois de ontem terem afundado 10%. Apesar da subida desta terça-feira, as acções da Pharol acumulam uma queda de 17% desde o início do ano.

A justificar o comportamento da Pharol em bolsa tem estado a situação da Oi, cujo impasse tem gerado receios entre os investidores. Nos últimos dias têm sido várias as notícias sobre a assembleia geral extraordinária que a Pharol convocou. A Oi recusou convocar a reunião, a Pharol insistiu e ainda hoje a Oi reiterou que não vai realizar esta reunião de accionistas. A Pharol tem questionado o plano de recuperação. Já a brasileira alega que para o tribunal, prevalece a aprovação pelos credores do plano de recuperação da Oi, que foi contestado pela Pharol, por considerar que foi contrária aos interesses dos accionistas.

Como os analistas vêem as cotadas nacionais:

Sonae Capital é a preferida

Sonae Capital é a preferida
A Sonae Capital é a única empresa que apenas tem recomendações de "comprar". Seguem-se as empresas da família Queiroz Pereira.

BCP e REN com "ratings" de venda

BCP e REN com 'ratings' de venda
O BCP e a REN são as empresas onde existe uma maior proporção de recomendações negativas, com 30% dos especialistas a mandar "vender".

Nos com margem para valorizar 26%

Nos com margem para valorizar 26%
A operadora Nos é a cotada que apresenta a maior margem de progressão face à avaliação média dos analistas. Pode subir 26%.

Só três com potencial de queda

Só três com potencial de queda
Apenas a Mota-Engil, o BCP e a Jerónimo Martins negoceiam acima do preço-alvo médio. A construtora é a que tem o maior potencial de queda.

Metade mandava comprar em 2016

Metade mandava comprar em 2016
No Verão de 2016, após a votação do Brexit, a maioria dos analistas recomendava comprar acções na bolsa de Lisboa.

Ordem é para "manter" acções

Ordem é para 'manter' acções
Depois de um ano de ganhos expressivos na bolsa nacional, a maioria das recomendações manda "manter" as acções. 14% dizem para "vender".
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