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PSI-20 derrapa com fortes perdas generalizadas. Galp tem pior quebra desde março

O índice nacional alinhou na sangria vivida entre as principais praças europeias.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 21 de Dezembro de 2020 às 16:49
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A bolsa nacional fechou em forte quebra, com o índice nacional, o PSI-20, a descer 2,19% para os 4.658,49 pontos. Todas as cotadas com exceção de duas - a Nos, que sobe, e a EDP renováveis, que fica inalterada -  posicionaram-se no vermelho, e oito delas mostraram mesmo quebras superiores a 3%.

O sentimento negativo inunda a praça portuguesa tal como acontece entre as pares europeias e nas bolsas do restante globo. As perdas multiplicam-se mas a base é comum: os receios em relação à pandemia escalam depois de ter sido descoberta uma nova estirpe do vírus no Reino Unido, o que levanta dúvidas acerca dos remédios para a pandemia, como é o caso das vacinas que estão em vias de aprovação e de serem distribuídas.

Em Lisboa, os pesos pesados BCP e Galp destacam-se no espetro negativo, com quedas de 5,28% para os 11,66 cêntimos e 5,76% para os 8,28 euros, respetivamente. A petrolífera chegou a perder 8,81% para os 8,01 euros durante a sessão, reduzindo para um mínimo de 9 de novembro. Já o valor de fecho traduz-se na maior quebra desde 12 de março, o mês do início da pandemia. 

Isto acontece num dia de perdas pesadas também no mercado de petróleo, que teme uma redução da procura face às perspetivas deterioradas quanto à evolução da pandemia, e segue a perder mais de 4% tanto em Londres, a referência na Europa, como em Nova Iorque. A Galp é castigada também pelo anúncio do fim da refinação em Matosinhos.

No caso do banco, este já não caía tão pronunciadamente desde junho, à semelhança do que aconteceu com o índice nacional. Isto no dia em que o setor da banca é o mais castigado entre as cotadas europeias que compõem o índice Stoxx600, aquele que agrega as 600 maiores do Velho Continente. No topo dos deslizes está a Ramada, que tropeça 7,23% para os 4,49 euros.


A Nos é a única cotada a contrariar a evolução do índice nacional, e avança assim em contramão, embora apenas uns ligeiros 0,07% para os 2,88 euros.


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