Bolsa PSI-20 desce a mínimo de quase cinco meses com papeleiras, BCP e JM a pesar

PSI-20 desce a mínimo de quase cinco meses com papeleiras, BCP e JM a pesar

A tendência negativa que os mercados vivem, abalados pela propagação do coronavírus, mantém-se esta quarta-feira. Em Lisboa, as papeleiras e os pesos pesados BCP e Jerónimo Martins pesam na negociação.
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Ana Batalha Oliveira 26 de fevereiro de 2020 às 08:24
A bolsa nacional está em queda, com o principal índice, o PSI-20, a desvalorizar 0,49% para os 5.053,36 pontos. Esta é a quinta sessão no vermelho para o índice nacional, que já desceu a um mínimo de 14 de outubro, isto é, mais de 4 meses. Um desempenho no qual pesam 14 cotadas a cair contra apenas uma no verde e três inalteradas.

Lá fora, a tendência é igualmente negativa. As principais praças da Europa recuam face às contínuas notícias que relatam a propagação do coronavírus. A Coreia do Sul, a quarta maior economia asiática, avançou que o número de casos no país já ultrapassa os 1.000, um número que compara com os apenas 51 da semana passada. Por outro lado, o aviso deixado esta terça-feira pelas autoridades de saúde norte-americanas, que dizem esperar um aumento do número de casos nos Estados Unidos, também abala a confiança dos investidores. 

Por cá, as papeleiras juntam-se no topo da tabela das perdas. A Semapa cai 2,39% para os 11,42 euros, seguida da Navigator, que desce 2,02% para os 2,91 euros e pela Altri, que recua 1,85% para os 5,30 euros. O BCP cede 0,87% para os 17,15 cêntimos e a Jerónimo Martins desvaloriza 0,81% para os 16,48 euros. 

No vermelho, acima de todos estes pesos e portanto a liderar as quebras, está a Sonae Capital. Esta cotada está a deslizar 5,13% para os 70,3 cêntimos, contando a quarta sessão consecutiva no vermelho. A tendência negativa mantém-se desde a véspera da apresentação de resultados, que foram revelados no dia 23 de fevereiro, e nos quais a Sonae Capital reportou ter duplicado os prejuízos para 12,3 milhões de euros em 2019, embora volte a remunerar fortemente os acionistas. No total, vai distribuir 15 milhões de euros, o que corresponde a um dividendo líquido de seis cêntimos por ação.

(Por lapso, o Negócios escreveu que o PSI-20 havia descido a um mínimo de 12 de março. O título da notícia, que foi publicado na forma "PSI-20 desce a mínimo de quase um ano com papeleiras, BCP e JM a pesar" foi alterado às 11:52 para "PSI-20 desce a mínimo de quase cinco meses com papeleiras, BCP e JM a pesar")



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