Bolsa PSI-20 desce pela primeira vez em sete sessões com tombo da Galp

PSI-20 desce pela primeira vez em sete sessões com tombo da Galp

A bolsa nacional caiu pela primeira vez em sete sessões, após o maior ciclo de ganhos desde março. A queda superior a 3% da Galp Energia ditou o rumo do PSI-20.
PSI-20 desce pela primeira vez em sete sessões com tombo da Galp
Tiago Sousa Dias
Tiago Varzim 12 de junho de 2019 às 16:42
O PSI-20 fechou esta quarta-feira, 12 de junho, com uma desvalorização de 0,54% para os 5.179,13 pontos, acompanhando a tendência negativa das bolsas europeias e também de Wall Street. Esta é a primeira sessão em queda depois de um ciclo de seis sessões no verde, o maior desde março.

O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, desliza 0,28% para os 379,82 pontos. "As bolsas europeias fecharam em terreno negativo, pressionadas sobretudo pelos setores bancário e petrolífero", explicam os analistas do BPI no comentário de fecho.

A contribuir para o pessimismo dos investidores está o facto de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter confirmado as ameaças feitas pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, de que serão aplicadas tarifas adicionais aos produtos chineses se não houver encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, na cimeira do G-20, que se realiza a 28 e 29 de junho em Osaka (Japão).

Os mercados temem que as tensões comerciais durem mais tempo do que se previa, o que acumulará os efeitos negativos na economia e, em último caso, nos lucros das cotadas. Ainda ontem Trump deu mais motivos para se achar que a disputa comercial não será resolvida em breve ao dizer que não avançaria com nenhum acordo comercial se a China não aceitar firmar um compromisso em quatro ou cinco pontos essenciais, sem os especificar.

Em Lisboa, 12 cotadas fecharam em baixa, cinco em alta e uma inalterada. O destaque pela negativa vai para a Galp Energia que desvalorizou 3,52% para os 13,31 euros, o que representa o maior deslize num mês. Esta queda deve-se aos dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos revelados hoje que mostram um aumento significativo dos inventários numa altura em que os "stocks" já se encontram em níveis historicamente elevados.

Tal sinaliza que haverá mais oferta no mercado e, portanto, poderá "anular" os esforços da OPEP de redução da produção para fazer subir os preços. Além disso, os sinais de que a economia continua a desacelerar, seja os dados das vendas na China ou a inflação nos EUA, também são alertas para o petróleo uma vez que tal poderá indicar que a procura por barris vai descer nos próximos anos. Neste momento, o petróleo está a desvalorizar mais de 2% nos mercados internacionais. 

Ainda nas quedas, nota para as desvalorizações dos títulos da Semapa, do grupo EDP e dos CTT. As ações do BCP também deslizaram após terem atingido ontem máximos de setembro de 2018. Os títulos do banco desvalorizaram 0,69% para os 26,05 cêntimos.

A travar maiores perdas no PSI-20 esteve a Jerónimo Martins. As ações da cotada subiram ligeiramente no dia em que a Berenberg apelidou a Jerónimo Martins de "vencedora estrutural", passando a recomendação da cotada portuguesa para "comprar". Os títulos da retalhista avançaram 0,51% para os 14,655 euros.

(Notícia atualizada às 16h52 com mais informação)



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