Bolsa Pedro Lino: "PSI-20 deverá fechar o ano em alta mais pronunciada"

Pedro Lino: "PSI-20 deverá fechar o ano em alta mais pronunciada"

A queda na percepção de risco sobre Portugal tem dado um forte impulso à bolsa nacional. A banca tem sido a principal beneficiada, funcionando como o "motor" da recuperação do PSI-20 que, diz Pedro Lino, tem margem para valorizar. Apesar da forte subida em Janeiro, o administrador da Dif Broker acredita numa subida "mais pronunciada" em 2013.
Paulo Moutinho 30 de janeiro de 2013 às 03:39

Como se explica a subida das bolsas, a nível global, neste mês de Janeiro?

As bolsas já apresentavam um comportamento positivo no último trimestre de 2012, com os investidores a alterarem as suas carteiras e trocarem activos refúgio, como obrigações e metais preciosos, por acções. Esta tendência aumentou em Janeiro com o afastamento do "precipício orçamental" nos EUA e com os critérios de Basileia III a serem adiados.

O PSI-20 obteve um dos melhores registos a nível mundial. Que factores contribuíram para este desempenho?

Os principais factores foram uma diminuição da percepção do risco dos países periféricos e o regresso dos investidores estrangeiros à praça portuguesa.

A banca tem sido o "motor" desta recuperação. Continuará a sê-lo?

A banca estava muito subvalorizada. À medida que o risco do País baixou, a banca recuperou das perdas. O facto de Portugal ter regressado aos mercados, permite aos bancos seguirem os mesmos passos. No entanto, dado o ambiente macroeconómico extremamente difícil, com os incumprimentos a aumentarem e o rendimento disponível dos agentes económicos a baixar, a banca terá ainda dois a três anos de dificuldades.

Que empresas poderão surpreender pela positiva nos próximos meses?

Essencialmente empresas que ainda apresentem rentabilidades elevadas via dividendos.

A forte subida da bolsa tem sido acompanhada de um aumento expressivo da liquidez. De onde vem este dinheiro?

Tudo aponta para o regresso de investidores estrangeiros e institucionais nacionais ao mercado.

Esta forte liquidez poderá ser determinante no sentido de fortalecer o movimento de recuperação da bolsa?

A liquidez atrai mais liquidez, e os investidores gostam de mercados líquidos, pois é a garantia de que se podem desfazer das posições.

O "Barómetro de Janeiro" falhou nos dois últimos anos. Irá acertar este ano?

O barómetro falhou no caso português, mas funcionou nas bolsas estrangeiras. À medida que o risco de Portugal continua a diminuir, a bolsa deverá manter-se sustentada, sendo que este ano o PSI-20, à semelhança do ano passado, deve encerrar o ano em alta, mas mais pronunciada.

Que factores poderão condicionar o comportamento das bolsas?

Instabilidade política, processo de decisão europeu, integração bancária europeia, diminuição continuada da percepção de risco e agravamento da contracção económica, são os factores que mais irão influenciar a praça portuguesa.




Marketing Automation certified by E-GOI