Bolsa PSI-20 em alta ligeira com apoio da Jerónimo Martins e da EDP

PSI-20 em alta ligeira com apoio da Jerónimo Martins e da EDP

A bolsa nacional abriu a semana a valorizar de forma tímida, impulsionada pelas boas prestações iniciais da Jerónimo Martins e também da EDP. No resto da Europa, a tendência é negativa.
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Gonçalo Almeida 07 de outubro de 2019 às 08:27
O índice PSI-20 abriu a primeira sessão da semana a subir 0,16% para os 4.915,75 pontos, contrariando a tendência europeia, com os principais mercados a permanecerem em território negativo.

A pressionar a negociação europeia estão notícias que dão conta de que a China poderá estar relutante em avançar com um acordo com os EUA, numa altura em que se aproxima a nova ronda de negociações entre as duas maiores economias mundiais. Nos últimos dias, Pequim tem-se mostrado disponível para negociar com Washington, tendo até apoiado empresas chinesas a comprarem produtos norte-americanos, mas uma reviravolta no sentimento pode estar iminente. 

A travar maiores quedas estão os dados do emprego norte-americanos, divulgados na última sexta-feira, e que mostraram uma queda da taxa de desemprego para um mínimo de 50 anos, em setembro. 

Existe a perspetiva de um novo corte da taxa de juro diretora por parte da Reserva Federal dos EUA, na próxima reunião do banco central, que vai decorrer nos dias 29 e 30 de outubro. Apesar dos bons dados do mercado de trabalho, a contração da atividade industrial e a queda na atividade dos serviços poderá levar a Fed a atuar. 

Jerome Powell, presidente da Fed, já anunciou dois cortes na taxa de juro este ano e prepara-se para o terceiro. Antes do relatório do emprego norte-americano, os mercados viam 85,2% de hipótese de corte de taxas. Após os dados do emprego, o número caiu para 81,1%, segundo a CME FedWatch Tool. 

Por cá, a bolsa nacional está a ser apoiada pela Jerónimo Martins, que sobe 0,5% para os 14,99 euros por ação, e também pela EDP, que avança 0,33% para os 3,637 euros. O BCP ganha 0,2% para os 19 cêntimos. 

A Altri está a ressentir-se com a revisão em baixa por parte da JB Capital Markets que cortou a sua recomendação para "neutral", de "comprar", e o preço-alvo para 6,20 euros, de 10,25 euros. A papeleira cai 0,89% para os 5,54 euros por ação. 

A dar algum alento ao PSI-20 está também a subida do rating português por parte da agência canadiana DBRS, que na passada sexta-feira, já depois do fecho de sessão, elevou a notação financeira da dívida portuguesa para "BBB Alto", de "BBB", citando a evolução da consolidação orçamental e a trajetória de descida do endividamento público.




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