Bolsa PSI-20 em máximo de mais de um mês com BCP e Galp a ajudar

PSI-20 em máximo de mais de um mês com BCP e Galp a ajudar

O índice nacional recuperou de duas sessões consecutivas em queda. A impulsionar estiveram os pesados BCP e Galp.
PSI-20 em máximo de mais de um mês com BCP e Galp a ajudar
Miguel Baltazar/Negócios
Ana Batalha Oliveira 10 de setembro de 2019 às 16:45
A bolsa nacional fechou em alta, com o principal índice, o PSI-20, a valorizar 0,58% para os 4.995,01 pontos. Foram 10 as cotadas a somar, seis a descer e duas que ficam inalteradas. 

Entre as principais praças europeias o sentimento é também positivo, embora as subidas sejam algo modestas. A marcar a agenda europeia está a aproximação da reunião e conferência do Banco Central Europeu, a acontecer esta quinta-feira. Nesta ocasião, espera-se que o presidente da instituição, Mario Draghi, anuncie um novo programa de compras de ativos como forma de estímulo à economia da Zona Euro, embora permaneça a incerteza. 

A reforçar a confiança dos investidores está a abertura para reforçar o investimento demonstrada pela Alemanha durante a apresentação do respetivo orçamento do Estado. Berlim vai manter a sua política de défice zero no próximo ano, mas diz estar pronto a injetar "muitos milhares de milhões de euros" na economia, no caso de se confirmar a ameaça de recessão. Isto, pouco depois de a China voltar a dar sinais de afogo: as exportações chinesas recuaram em agosto, em relação a igual período de 2018, numa altura em que a guerra comercial com Washington se agrava, com a entrada em vigor nos EUA de mais taxas alfandegárias sobre produtos chineses.

Em Lisboa, foram nove as cotadas a mostrar ganhos acima de 1%. Em destaque no verde estiveram o banco BCP e a Galp Energia, que avançaram 2,19% para os 21 cêntimos e 2,26% para os 13,37 euros, respetivamente.


O banco liderado por Miguel Maya segue a tendência positiva exibida pela banca europeia: o conjunto de instituições cotadas no Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores empresas do Velho Continente, sobe mais de 2% na sessão. Consegue o registo positivo apesar de estar incluído no grupo de 14 bancos que a Autoridade da Concorrência (AdC) condenou, esta segunda-feira, ao pagamento de coimas no valor global de 225 milhões de euros por prática concertada de troca de informação comercial sensível, durante um período de mais de 10 anos, entre 2002 e 2013. No caso do BCP, a multa decretada foi de 60 milhões de euros, uma quantia que, de acordo com as estimativas CaixaBank BPI, poderá ter um impacto negativo de 16% sobre os lucros do banco. 

A petrolífera soma em sintonia com a matéria-prima, numa altura em que o barril de Brent - negociado em Londres e referência para a Europa - valoriza pela quinta sessão consecutiva, seguindo a ganhar 1,55% para os 63,56 dólares. O otimismo no mercado de petróleo é alimentado pela perspetiva de que as reservas nos Estados Unidos revelem uma quebra, ao mesmo tempo que os membros do cartel dos maiores produtores se unem com o já anunciado objetivo de prolongar os cortes na produção, com o fim de controlar os preços do "ouro negro".

A travar maiores ganhos do índice esteve o grupo EDP. A EDP Renováveis liderou as perdas, com uma queda de 2,37% para os 9,90 euros. Já a EDP caiu 0,60% para os 3,45 euros. 

A trajetória descendente acontece quando, em paralelo, o grupo se dedica à emissão de dívida. Já fechou a emissão de obrigações verdes que a EDP Finance colocou esta terça-feira no mercado. A elétrica angariou 600 milhões de euros, o que supera o objetivo inicial (500 milhões de euros), sendo que o preço da emissão de títulos a sete anos ficou bem abaixo do perspetivado no início da operação.

(Notícia atualizada às 16:42)



Marketing Automation certified by E-GOI