Bolsa PSI-20 em mínimos de mais de um mês pressionado pelo grupo EDP

PSI-20 em mínimos de mais de um mês pressionado pelo grupo EDP

A bolsa lisboeta fechou pelo segundo dia no vermelho numa sessão em que negociou no valor mais baixo desde 8 de Abril. Grupo EDP e BCP pressionaram.
PSI-20 em mínimos de mais de um mês pressionado pelo grupo EDP
Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago 16 de maio de 2016 às 16:44

O PSI-20 encerrou a sessão desta segunda-feira, 16 de Maio, a perder 0,68% para 4.856,98 pontos, com 11 cotadas a negociar em queda e sete em alta, num dia em que a praça lisboeta chegou mesmo a tocar num mínimo de 8 de Abril e em que acumulou a segunda sessão seguida de desvalorização.

 

Na primeira sessão desta semana o destaque pela negativa vai para o grupo EDP, com a EDP a ceder 5,59% para 2,99 euros, num dia em que os títulos da eléctrica negociaram sem direito ao dividendo de 0,185 euros. A cotada liderada por António Mexia acabou assim por transaccionar no valor mais baixo desde 18 de Abril, ao tocar nos 2,915 euros por acção, e por registar a maior queda diária desde 9 de Julho de 2014, quase dois anos. Já a EDP Renováveis caiu 1,36% para 6,622 euros.

 

Continuando no sector energético, a REN deslizou 0,88% para 2,604 euros, já depois de esta manhã a empresa liderada por Rodrigo Costa ter anunciado que vai avançar com a recompra de duas linhas de obrigações da própria cotada, designadamente títulos com vencimento em 2018 e 2020 e cujo montante totaliza 700 milhões de euros.

 

Já a Galp Energia foi a cotada que mais contribuiu para evitar uma ainda maior desvalorização do principal índice nacional na sessão, tendo apreciado 1,40% para 11,94 euros, acompanhando assim a tendência de forte subida do preço do petróleo nos mercados internacionais, aproximando-se dos 50 dólares por barril.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, está a subir 2,43% para 48,99 dólares por barril. A provocar este comportamento da matéria-prima está o relatório em que o Goldman Sachs refere que em Maio o mercado petrolífero passou de excesso para défice. 

Também no sector da banca o sentimento foi negativo. O BCP deslizou 0,62% para 0,0318 euros e o BPI cedeu ligeiros 0,09% para 1,11 euros no dia em que o maior accionista do banco liderado por Fernando Ulrich, o CaixaBank, confirmou que já fez chegar a Bruxelas o pedido de aprovação da Comissão Europeia à OPA lançada sobre o banco português.

No retalho a tendência foi mista, com a Jerónimo Martins a somar 0,77% para 13,73 euros e a Sonae a recuar 1,20% para 0,908 euros. 

Por fim, os CTT ganharam 0,88% para 8,138 euros.

(Notícia actualizada às 16:55)




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