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PSI-20 no valor mais baixo em um mês com JM a descer 1% e CTT em mínimos históricos

A bolsa nacional fechou em queda pela segunda sessão, tendo atingido o valor mais baixo em um mês, num dia que é de perdas generalizadas nos mercados acionistas.

Pedro Catarino/CM
Rita Faria afaria@negocios.pt 25 de Março de 2019 às 16:51

Foi mais uma sessão de perdas para a bolsa nacional que, depois de ter desvalorizado mais de 2% na sexta-feira, voltou a encerrar com sinal negativo no arranque da semana. O PSI-20 desceu 0,35% para 5.142,45 pontos, o valor mais baixo desde 28 de fevereiro, com 14 cotadas em queda e quatro em alta.

Lisboa acompanhou, desta forma, a tendência negativa das principais praças europeias, num altura em que os mercados acionistas continuam a ser penalizados pelos receios em torno de uma eventual recessão global.

Esses temores foram despertados, na semana passada, pelos dados negativos do PMI para a Zona Euro, e agravados, na sexta-feira, com a inversão da curva de rendimentos dos títulos de dívida pública, nos Estados Unidos, que acelerou o selloff nas bolsas.

O receio dos investidores com a desaceleração da economia global continuou a dominar a sessão desta segunda-feira, com os principais índices do Velho Continente todos no vermelho e todos os grandes setores em queda.

Depois de ter caído 1,22% na sessão de sexta-feira, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desce 0,44% para 374,36 pontos.

Por cá, a Jerónimo Martins e a Sonae foram das cotadas que mais penalizaram o PSI-20. A Sonae caiu 1,83% para 91,1 cêntimos enquanto a retalhista que detém os supermercados Pingo Doce deslizou 0,94% para 13,135 euros, apesar de ter sido incluída pelo CaixaBank BPI na sua lista de preferidas para a Península Ibérica. A Jerónimo Martins conta com uma avaliação de 16,50 euros, o que confere às ações um potencial de valorização próximo dos 25%.

Na lista entrou também a EDP, que viu o seu preço-alvo ser aumentado em 7% para 3,8 euros. As ações da elétrica subiram 0,44% para 3,445 euros (ao longo da sessão atingiu máximos de agosto), enquanto a EDP Renováveis desceu 0,23% para 8,52 euros e a Galp Energia ganhou 0,14% para 13,855 euros.

Em destaque na sessão de hoje estiveram também os CTT, que voltaram a atingir mínimos, com um descida de 0,91% para 2,62 euros. 

Já na sexta-feira os CTT foram fortemente penalizados depois de a empresa de correios espanhola ter concretizado a entrada no mercado português. A Correos, empresa detida na totalidade pelo Estado espanhol, prometeu comprar uma empresa portuguesa, mas o alvo foi a empresa de correio expresso do grupo Rangel. Além disso, a descida dos juros da dívida também contribui para o desempenho negativo dos CTT, que atuam no setor financeiro. 

A contribuir para a descida do PSI-20 estiveram ainda a Pharol, com uma queda de 2,86% para 19,04 cêntimos, a Semapa, que perdeu 0,95% para 14,54 euros, e a Nos, com uma desvalorização de 0,54% para 5,56 euros. 

Além da EDP e da Galp, só o BCP e a Ibersol escaparam às descidas. 

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