Bolsa PSI-20 no vermelho com Jerónimo Martins a perder mais de 2%

PSI-20 no vermelho com Jerónimo Martins a perder mais de 2%

A Europa pintou-se de vermelho e Lisboa acompanhou o sentido descendente. Por cá, vários "pesos pesados" desvalorizaram, como a EDP e a Galp, mas a Jerónimo Martins destacou-se com uma perda acima de 2%.
PSI-20 no vermelho com Jerónimo Martins a perder mais de 2%
Miguel Baltazar/Negócios
Ana Batalha Oliveira 19 de junho de 2019 às 16:49

A bolsa nacional fechou em queda, com o principal índice, o PSI-20, a apresentar uma descida de 0,51% para os 5.098,93 pontos. Foram 13 as cotadas a cair e cinco a subir.

Lá fora, a guerra comercial e os discursos dos bancos centrais continuam a dominar a agenda. A Reserva Federal (Fed) termina a sua reunião esta quarta-feira, após a qual irá publicar o comunicado habitual e o presidente dará a também habitual conferência de imprensa. São esperadas pistas sobre a política monetária que será seguida pela Fed, numa altura em que o Banco Central Europeu pressiona, assumindo estar a considerar lançar novos estímulos à economia da Zona Euro, incluindo reduzir juros, face ao abrandamento do crescimento que se tem vindo a verificar.

Depois de o presidente do BCE, Mario Draghi, ter admitido estas hipóteses no discurso que proferiu esta terça-feira, no Forum organizado pelo banco central em Sintra, esta quarta-feira o vice-presidente Luis de Guindos já veio reforçar a mensagem.

Por cá, a Jerónimo Martins destaca-se no vermelho, num dia negativo para o retalho tanto a nível nacional como europeu. A empresa liderada por Soares dos Santos caiu 2,34% para os 14,20 euros, mas não chega ao "pódio" das perdas: esse é encabeçado pela Sonae Capital, que cedeu 3,38% para os 71 cêntimos, seguida da Sonae, que deslizou 2,38% para os 86 cêntimos. Na Europa, a retalhista belga Colruyt é a cotada com o pior desempenho, tendo reduzido mais de 15% durante a sessão após ter acusado a crescente pressão da "guerra das promoções" na Bélgica. 

A EDP foi outro dos "pesos pesados" da bolsa a sofrer uma quebra significativa no valor dos títulos, que recuaram 1,50% para os 3,41 euros. Isto, depois de o Ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, ter declarado esta terça-feira, no Parlamento, que a decisão de não avançar com a construção da barragem do Fridão não resultará em nenhuma compensação para a EDP, a qual tinha pago 218 milhões de euros para a sua concessão.

Ainda em terreno negativo ficou a petrolífera Galp, que viu os títulos descer 0,42% para os 13,05 euros. A petrolífera segue em contramão com a matéria-prima, num dia em que o barril de Brent soma uns ligeiros 0,02% para os 62,15 dólares, após a divulgação de uma queda acentuada das reservas nos Estados Unidos.

A travar maiores perdas está o banco BCP. A instituição liderada porMiguel Maya impõe-se na dianteira com os maiores ganhos das cotadas do PSI-20, fechando com uma valorização de 1,90% para os 26 cêntimos. A empresa, que possui dos títulos mais permeáveis à conjuntura externa, acompanha a tendência do setor europeu, que terminou a sessão com uma subida também superior a 1%.
(Notícia em atualizada às 16:48)




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