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PSI-20 perde 1% com todas as cotadas no vermelho

A bolsa nacional fechou em terreno negativo numa sessão em que todas as cotadas registaram perdas. Na onda vermelha que varreu Lisboa, as quedas do BCP e do setor da energia foram as que mais pressionaram.

As bolsas mundiais viveram um período dourado de ganhos. Mas a chegada de 2018 inverteu a tendência de ganhos nos mercados financeiros globais. Após anos de máximos e com um nível de volatilidade crescente nos mercados, os especialistas recomendam maior cautela na hora de investir. A aposta recai em empresas de qualidade. 

'O foco continua a estar no crescimento do lucro por acção e nos nomes que podem entregar este crescimento a médio prazo', refere a Amundi. A gestora alerta para uma rotação no mercado para empresas de maior qualidade e realça que prefere empresas norte-americanas, devido ao ambiente de forte subida dos lucros e 'ao facto de os riscos relacionados com a regulação terem sido identificados e descontados [no valor das cotações]. A Pictet também aponta uma estratégia mais defensiva, identificando oportunidades no sector do consumo e da saúde, ao mesmo tempo que passou a assumir uma posição 'neutral' no sector financeiro, face aos riscos actuais.

'No bloco europeu, os sectores de telecoms e 'utilities' continuam a apresentar múltiplos de PER com o maior desconto face à mediana, sendo penalizados pela superior
alavancagem dos seus balanços', nota o BiG, no seu 'outlook' para o terceiro trimestre. O sector industrial, de cuidados de saúde e consumo são outros em que o banco vê oportunidades na Europa.
Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 20 de Abril de 2020 às 16:40
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O índice PSI-20 encerrou a sessão desta segunda-feira, 20 de abril, a desvalorizar 1,02% para 4.129,50 pontos, com as 18 cotadas que integram o principal índice nacional em queda.

A bolsa nacional, assim como o espanhol Ibex, contrariou a tendência de ganhos registada pela generalidade das principais praças europeias. O índice de referência europeu Stoxx600 valorizou mesmo pela terceira sessão consecutiva, sobretudo apoiado nos ganhos obtidos pelo setor dos media. 

A apoiar o otimismo predominante neste arranque da semana estão as medidas de resposta à crise que vêm sendo conhecidas. Nos Estados Unidos, está mais próximo um acordo para garantir liquidez às PME e a China reforçou os estímulos económicos com a redução dos custos de financiamento do setor financeiro.

Por outro lado, na Europa, o Financial Times noticiou que elementos do Banco Central Europeu estão a estudar a possibilidade de ser criado, na Zona Euro, um banco mau para gerir o crédito malparado, que vai aumentar num contexto de crise. 

Já a impedir maiores ganhos no velho continente esteve também o setor petrolífero, penalizado pela quebra do preço do crude num dia em que o preço do barril negociado em Nova Iorque (WTI) recuou para o valor mais baixo desde 1986. 

Em Lisboa, BCP e setor da energia destacaram-se pela negativa. O banco recuou 1,02% para 9,75 cêntimos, enquanto no grupo EDP se verificaram perdas superiores a 1,5%. A EDP caiu 1,62% para 3,716 euros e a EDP Renováveis resvalou 1,67% para 10,60 euros.

Continuando no setor energético, a Galp Energia deslizou 0,27% para 9,6 euros e a REN caiu 0,62% para 2,42 euros.

Também o setor do papel transacionou com quedas expressivas. A Navigator perdeu 2,20% para 2,31 euros, a Semapa depreciou 2,53% para 8,85 euros e a Altri caiu 0,48% para 4,53 euros.

Nota negativa ainda para o retalho, já que a Jerónimo Martins desvalorizou 0,31% para 15,825 euros e a Sonae resvalou 0,75% para 66,45 cêntimos, isto quando está a acumular prejuízos de 343 milhões de euros com a Worten em Espanha.

(Notícia atualizada)

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