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PSI-20 perde quase 2% com Nos e Jerónimo Martins em ex-dividendo

A bolsa nacional acompanha o ritmo negativo do resto da Europa, num dia em que duas cotadas estão a descontar o dividendo que será atribuído aos acionistas.

A bolsa portuguesa destaca-se com uma escalada de 20% em menos de mês e meio.
Miguel Baltazar
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 04 de Maio de 2021 às 16:41
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O índice PSI-20 terminou a sessão desta terça-feira com uma queda de 1,67% para os 5.045,32 pontos, acompanhando as perdas registadas entre as congéneres europeias, num dia em que a Jerónimo Martins e a Nos começaram a negociar em regime de ex-dividendo. 

A retalhista Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce e com operações na Polónia e na Colômbia, perdeu 2,11% para os 15,09 euros por ação, no primeiro de dois dias em que está a descontar o dividendo de 28,8 cêntimos por ação que será distribuído pelos acionistas, relativo à operação do ano passado. 

No total, a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos vai entregar aos acionistas 181 milhões de euros no próximo dia 6 de maio, o que equivale a metade dos lucros de 2020. Sem o desconto deste dividendo, as ações da Jerónimo Martins teria valorizado 0,24%. 

Para além da retalhista nacional, também a Nos, empresa de telecomunicações, entrou hoje no período de ex-dividendo, que ocorre dois dias antes de uma empresa cotada em bolsa remunerar os acionistas. As ações da empresa caíram 8,25% para os 2,960 euros por ação, mas se não fosse o desconto do dividendo (27,8 cêntimos por ação), a cotação da Nos teria perdido 0,37%. 

No total a Nos vai remunerar os acionistas em 143,2 milhões de euros, o que corresponde a um "payout" de 156% (face aos lucros de 92 milhões de euros no ano passado).


Para além das quedas registadas por estas duas empresas, há a destacar ainda a desvalorização da EDP Renováveis, que afundou 5,34% para os 19,16 euros por ação - a maior queda em dois meses -, e da EDP que perdeu 2,34% para os 4,598 euros. 

Hoje, a Nos estabeleceu um contrato com a EDP para a compra de eletricidade renovável a longo prazo, no valor de 32 milhões de euros, que vai permitir à operadora que 40% da sua operação seja alimentada por energia verde já em 2023, dando assim mais um passo para alcançar a neutralidade carbónica em 2040.

O contrato de fornecimento de eletricidade renovável a longo prazo (PPA – Power Purchase Agreement) tem a duração de 11 anos e prevê a construção de um novo parque eólico e o fornecimento de 62 GWh anuais de eletricidade verde à Nos, segundo adiantou a empresa em comunicado esta terça-feira.
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