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PSI-20 regista maior queda desde 2018 com BCP a afundar 6%

A bolsa nacional completou a quinta sessão consecutiva de perdas, com uma descida superior a 2%. Foi o pior dia para a bolsa nacional desde dezembro do ano passado.

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Rita Faria afaria@negocios.pt 30 de Julho de 2019 às 16:45
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A bolsa nacional registou fortes perdas na sessão desta terça-feira, 30 de julho, acompanhando o movimento generalizado de desvalorizações na Europa, num dia em que aos receios sobre a evolução da economia europeia e dos resultados das empresas se juntaram preocupações relacionadas com a guerra comercial sino-americana.

Neste contexto, o PSI-20 completou a quinta sessão consecutiva de perdas, com uma descida de 2,05% para 5.029,67 pontos, a maior queda desde dezembro de 2018 e um mínimo de 4 de junho. Das 18 empresas que formam o principal índice nacional, 16 fecharam em queda, uma em alta e uma inalterada.

Na Europa, a sessão já era de perdas, depois de ter sido divulgado que a economia francesa desacelerou inesperadamente no segundo trimestre, agravando os receios já existentes em relação à maior economia da Europa, a Alemanha, que tem dado sinais de abrandamento. Além disso, várias empresas emitiram "profit warnings" que deixaram os investidores receosos sobre o impacto da desaceleração global nos lucros.

No entanto, as perdas acabaram por se agravar ao início da tarde, depois de Trump ter criticado a China, no dia em que são retomadas as negociações sobre a guerra comercial.

No Twitter, o presidente norte-americano acusou a China de não ter avançado com a promessa de comprar mais produtos agrícolas aos Estados Unidos, acusando este país de inação e de "mudar sempre o acordo (comercial) em seu benefício".

Um esforço que, na ótica do líder da Casa Branca, irá prejudicar Pequim, que acabará por ter um acordo "muito mais duro do que aquele que está agora a ser negociado… ou nenhum acordo".

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desliza 1,46% para 385,13 pontos, numa altura em que a praça de Madrid cai 2,52%, Frankfurt perde 2,12% e Paris recua 1,61%.

Na bolsa nacional, o BCP foi das cotadas que mais contribuiu para a evolução negativa do índice nacional. O banco liderado por Miguel Maya desvalorizou 5,99% para 23,55 cêntimos – um mínimo de abril - com os analistas a olharem com preocupação com a descida das margens, apesar do aumento dos lucros no primeiro semestre para 169,8 milhões de euros.


Na energia, a EDP perdeu 2,01% para 3,313 euros, a EDP Renováveis deslizou 1,5% para 9,21 euros e a Galp Energia desceu 0,99% para 14,01 euros.

Em destaque estiveram também os títulos da Navigator, que recuaram 2,22% para 3,086 euros, o valor mais baixo desde o final de 2016, penalizados pelos resultados do primeiro semestre e uma série de cortes no preço-alvo por parte dos analistas.

Também os CTT atingiram um novo mínimo histórico nos 1,926 euros, depois de o regulador Anacom ter decretado que fossem reduzidos os preços face ao incumprimento de requisitos mínimos de serviço. Os títulos caíram 3,7%.

No retalho, a Jerónimo Martins desceu 0,75% para 14,615 euros e a Sonae deslizou 2,05% para 83,75 cêntimos.

A única cotada que encerrou com sinal positivo foi a Corticeira Amorim, a subir 0,41% para 9,74 euros.

(Notícia atualizada às 16:51)

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