Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

PSI-20 regressa aos ganhos com BCP a sorrir perante a subida dos juros

A bolsa nacional acompanhou os ganhos no resto da Europa, num dia em que o setor da banca se destacou perante a subida dos juros da dívida soberana um pouco por todo o mundo.

A bolsa portuguesa viveu o terceiro melhor mês da sua história, ao valorizar cerca de 17% em novembro. BCP, liderado por Miguel Maya, subiu 57,2%.
Mariline Alves
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 18 de Março de 2021 às 16:53
  • Assine já 1€/1 mês
  • 32
  • ...
O índice PSI-20 terminou a sessão desta quinta-feira a valorizar 0,41% para os 4.789,47 pontos, num dia em que os investidores estão a ver com bons olhos a revisão em alta feita ontem por Jerome Powell, líder da Reserva Federal dos Estados Unidos, sobre as projeções para a economia do país.

Por outro lado, a subida dos juros da dívida soberana um pouco por todo o mundo está a limitar os ganhos em setores mais sensíveis a esta dinâmica, como é o caso das tecnológicas, mas deu força a outros, como os bancos. Por cá, o Banco Comercial Português não foi exceção e ganhou 2,97% para os 11,80 cêntimos por ação, num dia em que todo o setor da banca na Europa valorizou (2%), com destaque para o alemão Deutsche Bank (5%), beneficiando com a subida das "yields".

Do lado dos ganhos estivera também os CTT - Correios de Portugal (3,13%) e as duas empresas do setor da pasta e do papel, Altri (+3,07%) e Navigator (+1,17%). 

As ações da empresa liderada por Paulo Fernandes estão a negociar à boleia da chegada de João Manso Neto para liderar a Bioelétrica, a unidade de energia do grupo Altri, uma alteração que está a ser vista com bons olhos pelos analistas. Numa nota, o CaixaBank/BPI referiu que "esta notícia prova o compromisso da Altri com o seu negócio de biomassa e sugere que a empresa pode estar disposta a expandir o negócio e alavancar nas tendências de transição energética em curso".

A Sonae, dona do Continente e da Worten, terminou o dia a subir 0,7% para os 72,2 cêntimos por ação, depois de terem estado a valorizar para máximos deste ano, a meio da sessão, reagindo aos resultados "sólidos" apresentados hoje, antes da abertura de sessão, segundo analistas.

No grupo EDP verificou-se uma prestação díspar, com a casa-mãe a manter-se inalterada nos 4,781 euros por ação e a EDP Renováveis a cair 0,58% para os 17,18 euros por ação.
Ver comentários
Saber mais BCP Jerome Powell Reserva Federal dos Estados Unidos Altri EDP Renováveis economia negócios e finanças mercado e câmbios bolsa
Outras Notícias