Bolsa PSI-20 renova máximos de outubro

PSI-20 renova máximos de outubro

Num arranque de semana em que os mercados internacionais seguem otimistas com as negociações comerciais entre EUA e China, a praça portuguesa também abre em alta, com a EDP em destaque entre os "pesos pesados".
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Ana Batalha Oliveira 04 de março de 2019 às 08:09
A bolsa nacional abriu em alta, com o principal índice, o PSI-20, a subir 0,39% para os 5.258,99 pontos. Há doze cotadas a valorizar, quatro em queda e duas inalteradas.

Na Europa, o sentimento é igualmente positivo. A impulsionar o otimismo está a evolução das negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos. Fontes relacionadas com o processo revelaram que as negociações comerciais entre os dois países estão perto de uma conclusão. 

Pequim estará disposta a reduzir as tarifas nos automóveis, produtos agrícolas, químicos, entre outros, a melhorar as práticas sobre os direitos de proteção da propriedade intelectual e a aumentar as compras de produtos americanos. Já Washington, sabe-se apenas que estará preparado para levantar as sanções aplicadas no ano passado.

Se se confirmar que as duas maiores economias fecham o acordo comercial, Donald Trump e Xi Jinping deverão encontrar-se numa cimeira a 27 de março, adianta o Wall Street Journal.

Por cá, a EDP é o "peso pesado" que se destaca no verde, ao somar 0,62% para os 3,26 euros. A contribuir para o arranque positivo está ainda o banco BCP, um dos títulos mais permeáveis à conjuntura externa, que segue a subir 0,16% para os 24,39 cêntimos. 

A liderar os ganhos está a Mota-Engil, que segue a valorizar 1,64% para os 2,17 euros, depois de já ter subido 2,34% para os 2,185 euros, um máximo de 27 de setembro. A construtora afirma-se como a cotada que mais sobe no PSI-20 desde o início do ano, contando agora uma valorização acumulada de 34,16% neste período. Mota-Engil fechou o ano passado com lucros de 24 milhões de euros, o que lhe vai permitir voltar a distribuir dividendos. 

Em destaque em terreno positivo está ainda a Sonae Capital, que aprecia 0,46% na primeira sessão após revelar uma redução nos prejuízos anuais, tendo terminado 2018 com um resultado negativo de 3,26 milhões de euros. Apesar disso, a empresa liderada por Miguel Gil Mata vai pagar dividendos aos seus acionistas, à semelhança do que fez no ano passado. E vai aumentar mesmo o valor que vai distribuir pelos investidores. Os acionistas vão receber 7,4 cêntimos por cada ação que tiverem.


(Notícia atualizada às 08:17)



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