Bolsa PSI-20 resvala com fortes quedas da Navigator e Sonae e REN em ex-dividendo

PSI-20 resvala com fortes quedas da Navigator e Sonae e REN em ex-dividendo

A bolsa nacional cai em sintonia com as principais praças da Europa, empurrada para o vermelho por três cotadas.
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Ana Batalha Oliveira 21 de maio de 2020 às 08:08
A bolsa nacional abriu em queda, com o principal índice, o PSI-20, a descer 1,36% para os 4.165,73 pontos, quebrando o ciclo de subidas que durava há quatro sessões.

A tendência em Lisboa é a mesma a que se assiste nas principais praças da Europa. O sentimento negativo reina numa altura em que as tensões entre os Estados Unidos e a China voltam a agudizar, depois de o Senado norte-americano ter aprovado uma peça de legislação que pode vir a banir algumas empresas chinesas de cotarem nos Estados Unidos. A agravar, o presidente norte-americano, Donald Trump, aproveitou ainda para criticar a China através da sua conta Twitter.

Por cá, há três cotadas a evidenciarem-se pela negativa.

As ações da Navigator recuam 4,95% para os 2,15 euros, depois de anunciadas novidades pouco animadoras na noite de quarta-feira, as quais mostram o impacto da pandemia da covid-19 na atividade da empresa. A fabricante de papel anunciou que renovou, até ao final de junho, a redução parcial de produção de papel de impressão e escrita e que irá recorrer ao regime do lay-off simplificado durante o próximo mês, sendo o número de colaboradores afectados de 1.201.
 
Com o recurso ao "lay-off", a Navigator teve de avançar com o cancelamento de dividendos aos acionistas, optando por transferir a remuneração prevista de 100 milhões de euros para reservas livres. Também ontem a Navigator anunciou que os lucros do primeiro trimestre desceram 37,9% para 30,6 milhões de euros.

A REN segue-se no vermelho com menos 4,47%, que se traduz em 2,46 euros. A cotada tem uma proposta de pagamento de um dividendo de 17,1 cêntimos por ação, em linha com a remuneração dos últimos anos. A empresa manteve a proposta, que já foi aprovada na assembleia-geral de 7 de maio. Tal como nos anos anteriores, a empresa que gere a rede energética em Portugal entrega quase todos os lucros aos acionistas.

Já a Sonae cai 3,16% para os 64,45 cêntimos depois de ter anunciado que fechou o primeiro trimestre com prejuízos. A empresa revelou, já após o fecho, que terminou o primeiro trimestre de 2020 com perdas de 59 milhões de euros. O valor compara com os lucros de 18 milhões de euros que o grupo liderado por Cláudia Azevedo tinha registado no mesmo período do ano passado.


A Sonae justifica os prejuízos com a adoção de uma "postura prudente" face à pandemia de covid-19. Por causa do surto de coronavírus, o grupo optou por constituir provisões, no valor de 44 milhões de euros, relacionadas com stocks da Worten e da Sonae Fashion. O resultado indireto foi ainda impactado por provisões de 18 milhões de euros "relacionadas com projetos de desenvolvimento da Sonae Sierra". Se não tivessem sido constituídas estas provisões, o resultado líquido teria sido semelhante ao registado no período homólogo do ano passado.


O BCP junta-se um pouco abaixo às perdas, com uma quebra de 2,14% para 9,15 cêntimos. 

(Notícia atualizada às 08:19)



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