Bolsa PSI-20 sobe com a Nos a ganhar mais de 3%

PSI-20 sobe com a Nos a ganhar mais de 3%

O índice nacional posicionou-se do lado dos ganhos num dia em que a Europa centra as atenções no acordo do Brexit e acaba por se dividir o verde e o vermelho.
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Ana Batalha Oliveira 17 de outubro de 2019 às 16:49
A bolsa nacional fechou em alta, com o principal índice, o PSI-20, a somar pela terceira sessão consecutiva ao avançar 0,28% para os 5.013,68 pontos. A contribuir para o desempenho do índice estiveram onze cotadas a subir, seis a descer e apenas uma inalterada.

Lá fora, a Europa divide-se entre o verde e o vermelho, numa altura em que se moderam as expectativas quanto ao desenrolar do acordo do Brexit. O presidente da comissão europeia, Jean-Claude Juncker, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, revelaram através das redes sociais que chegaram a um acordo para o Brexit, fazendo o otimismo disparar nos mercados. Contudo, seguiram-se "se's" relevantes que refrearam os ânimos. O acordo terá de ser aprovado pelo Parlamento britânico no próximo sábado e a oposição já criticou o acordo. Paralelamente, a Comissão Europeia já veio avisar que não há mais adiamentos, pelo que esta poderá ser a última possibilidade de o Reino Unido ter uma saída ordeira. 

Na bolsa nacional, destaque para a Nos, que valorizou 3,29% para os 5,33 euros e chegou a subir 3,78% durante a sessão, para tocar num máximo de 3 de setembro. O Credit Suisse espera que a Nos anuncie a 6 de novembro uma aceleração das receitas no terceiro trimestre, sobretudo devido aos cortes de 44% nas tarifas de terminações móveis que ocorreram no ano passado, de acordo com uma nota de análise, citada pela Bloomberg.


A contribuir para os ganhos da bolsa esteve também a Jerónimo Martins, ao avançar 0,63% para os 15,18 euros. 


Já a petrolífera Galp terminou inalterada, no dia em que o banco BiG iniciou a cobertura das ações da cotada com a recomendação de "manter"e um preço-alvo de 14,27 euros. Tendo em consideração a cotação de fecho, os 13,55 euros, o "target" atribuído pelos analistas do BiG implica um potencial de valorização de 5,3%.

A contrariar esteve o também pesado BCP, que perdeu 0,90% para os 20 cêntimos e a EDP, que caiu 1,67% para os 3,53 euros. A EDP "foi penalizada, não só pelo comportamento descendente do setor na Europa, como também pela comunicação de hoje", assinalam os analistas do CaixaBank BPI, no comentário de fecho diário. A elétrica informou que a produção de eletricidade da EDP caiu 11% até setembro, para 48.165 gigawatts/hora (GW/h) devido a uma "forte redução" de 41% na produção hídrica. 

Ainda no vermelho, a Ibersol ganhou protagonismo ao descer a um mínimo de quase três anos - 15 de novembro de 2016 - na sequência de uma queda de 2,97% para os 7,18 euros. Esta é a quarta sesão consecutiva de descidas para a cotada, que mostrou perdas pesadas todos os dias da semana, as quais oscilaram entre os 1,99% e os 3,81%.  

 

(Notícia em atualizada às 16:56)



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