Bolsa PSI-20 sobe pela quarta sessão para máximos de quase sete meses

PSI-20 sobe pela quarta sessão para máximos de quase sete meses

A bolsa nacional arrancou a semana em alta, acompanhando as subidas das congéneres europeias. O PSI-20 segue mesmo no valor mais elevado desde setembro do ano passado.
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Rita Faria 15 de abril de 2019 às 08:19

A bolsa nacional está a negociar em alta esta segunda-feira, 15 de abril, pela quarta sessão consecutiva, com o PSI-20 a ganhar 0,38% para 5.400,08 pontos, o valor mais alto desde 27 de setembro do ano passado. Das 18 empresas que formam o principal índice nacional, 12 estão em alta, três em queda e três inalteradas.

A bolsa de Lisboa acompanha, desta forma, a tendência positiva das principais congéneres europeias, que abriram a semana em alta, depois de uma sessão de fortes ganhos na Ásia, e de o norte-americano S&P500 ter fechado a última sessão a apenas 1% de atingir um novo recorde.

Nos mercados asiáticos, as fortes subidas foram impulsionadas pelos dados positivos vindos da China, e que aliviam os receios sobre o crescimento da segunda maior economia do mundo: as exportações registaram em março a maior subida em cinco meses, enquanto as importações desceram pelo quarto mês consecutivo, e os novos créditos recuperaram no mês passado, subindo mais do que o esperado pelos analistas. Este resultado levou o crédito total concedido pelos bancos a atingir 5,81 biliões de yuan nos primeiros três meses deste ano, o montante trimestral mais elevado de sempre.

Por cá, o BCP, a EDP e as cotadas do retalho são as que mais impulsionam o PSI-20. O banco liderado por Miguel Maya avança 1,29% para 24,3 cêntimos, enquanto a EDP valoriza 0,23% para 3,492 euros, no dia em que o HSBC reviu em alta o preço-alvo para as ações para os 4 euros.    

Esta evolução acontece também numa altura em que há novos contornos sobre a OPA dos chineses à elétrica. O regulador do mercado de capitais português pronunciou-se sobre as consequências da votação que os acionistas da EDP vão fazer na assembleia geral de acionistas no dia 24 de abril. A CMVM entende que se os acionistas votarem contra o aumento do limite de votos na elétrica, uma das condições impostas pela China Three Gorges não se verifica, o que implica que a oferta pública de aquisição morra. De acordo com a Bloomberg, a CTG também estará a ponderar reduzir a oferta feita pela EDP, devido aos obstáculos políticos e às dúvidas sobre a própria avaliação da empresa.

No retalho, a Jerónimo Martins avança 0,28% para 14,09 euros e a Sonae ganha 0,73% para 96,35 cêntimos.

Pelo contrário, a evitar uma maior subida do PSI-20 está a Galp Energia, que recua 0,51% para 14,58 euros, acompanhando a descida do petróleo nos mercados internacionais. Antes da abertura do mercado, a empresa revelou que a sua produção de petróleo aumentou 8% no primeiro trimestre, uma evolução em linha com o esperado pelos analistas do Haitong.




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