Bolsa PSI-20 sofre maior queda desde o referendo do Brexit com cinco cotadas a perder mais de 5%

PSI-20 sofre maior queda desde o referendo do Brexit com cinco cotadas a perder mais de 5%

Num dia negro para as bolsas europeias, o PSI-20 perdeu mais de 3,5% e fechou com todas as cotadas no vermelho. Nenhuma perdeu menos de 1% e cinco delas mostram quebras maiores que 5%.
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Ana Batalha Oliveira 28 de fevereiro de 2020 às 16:43
O principal índice nacional, o PSI-20, fechou a sessão com a maior quebra desde que o referendo do Brexit derrubou as bolsas em 2016, ao desvalorizar 3,76% para os 4.765,73 pontos. Todas as cotadas resvalaram para terreno negativo, sendo que oito destas desceram mesmo a mínimos de mais de um ano.

Para encontrar uma queda superior do índice nacional é preciso recuar a 24 de junho de 2016, quando as bolsas reagiam ao resultado do referendo do Brexit e a União Europeia recebeu a notícia que devia perder um dos seus grandes pesos. Hoje, o motivo de preocupação é antes a saúde pública e o impacto que o surto de coronavírus, que continua a propagar-se, terá nas economias de todo o mundo.

Os receios dos investidores manifestam-se um pouco por toda a Europa, onde as principais praças mostram deslizes equivalentes ao de Lisboa. A bolsa alemã passa mesmo a fasquia dos 4% negativos e a praça grega vê uma quebra próxima dos 6,5%. 

"A sessão europeia de hoje pode ser equiparada a uma reação em cadeia. A forte correção em Wall Street de ontem desencadeou um efeito dominó que atingiu as bolsas asiáticas e estendeu-se posteriormente à Europa. O dia foi marcado pelo facto das decisões dos investidores terem sido quase totalmente dominado por fatores psicológicos, nomeadamente o nervosismo entrincheirado em relação ao coronavírus", escrevem os analistas do BPI. 


Por cá, o BCP e a Galp foram as cotadas que mais recuaram entre os pesos pesados, com uma desvalorização, respetivamente, de 5,69% para os 16,25 cêntimos, um mínimo de quase dois anos, e de 5,03% para os 12,37 euros, um mínimo de novembro de 2016. Os setores das matérias-primas e da banca foram dois dos mais castigados na sessão a nível europeu, olhando ao desempenho das cotadas do Stoxx600, que agrega as maiores empresas europeias. 

A petrolífera alinha-se com a evolução das cotações do barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, cujo preço já desceu aos 50,05 dólares na sequência de um recuo de 4,08%, nesta que é a sexta sessão no vermelho para a matéria-prima. 

O banco liderado por Miguel Maya foi contudo ultrapassado nas perdas por duas empresas. A Sonae Capital liderou as quebras, ao afundar 6,57% para os 66,8 cêntimos e a Ramada desceu 6,32% para os 5,04 euros.

A Pharol, que vai apresentar contas ainda esta sexta-feira, já após o fecho, cedeu 4,48% para os 8,31 cêntimos. 

(Notícia atualizada às 17:01) 



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