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PSI-20 termina sessão em queda, mas regista maior ciclo de ganhos semanais em oito anos

O dia terminou de forma cinzenta para a bolsa nacional, à imagem do que aconteceu com os pares europeus, mas o acumular da semana voltou a ser positivo.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 11 de Dezembro de 2020 às 16:42
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Numa semana marcada pela aprovação de estímulos na Europa e por avanços nas negociações nos Estados Unidos, o saldo é positivo para a prestação das bolsas do "velho continente". Em Portugal, o índice PSI-20 até terminou o dia de hoje a cair (-1,10% para os 4.742,67 pontos), mas tal não impediu o sexto ganho semanal consecutivo, o que representa o maior ciclo desde junho de 2012.

A sessão desta sexta-feira ficou marcada por um registo de quedas gerais em praticamente todas as cotadas da bolsa nacional. Exemplo disso foram o BCP, que perdeu 2,84% para os 12,30 cêntimos por ação, e a petrolífera Galp, que registou uma desvalorização de 2,73% para os 9,056 euros - em linha com o desempenho do preço do petróleo.

UBS cortou a recomendação da petrolífera nacional para "neutral", retirando-a do patamar "comprar". O preço-alvo apontado pelo banco suíço está abaixo da média de 11,95 euros que é registada pela Bloomberg, apontando para os 10,50 euros. 

O dia nas bolsas de hoje ficou manchado por mais receios em torno de um Brexit sem acordo, depois de ontem o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ter alertado empresas e cidadãos para essa possibilidade.

A Navigator fechou a cair 1,20% para os 2,470 euros, num dia em que foi distinguida pelo CDP (Disclosure, Insight, Action) com a pontuação máxima, o rating "A", num inquérito mundial para avaliar as ações desenvolvidas pelas empresas no âmbito das alterações climáticas.

Também o grupo EDP fechou no "vermelho", com ambas as cotadas a registarem leves desvalorizações.

Esta semana, os olhos estiveram voltados para Bruxelas, onde os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia aprovaram um histórico orçamento e pacote de estímulos no valor de 1,81 biliões de euros, ultrapassando o impasse com a Polónia e a Hungria.

No plano monetário, o
 Conselho do Banco Central Europeu alargou o programa de compra de ativos por emergência pandémica (PEPP, na sigla inglesa) em 500 mil milhões de euros. No total, o PEPP fica agora com 1.850 mil milhões de euros, numa tentativa de amparar os Estados-membros perante a segunda vaga de infeções por covid-19. Além disso, o programa foi alargado, pelo menos, até março de 2022. 

Nos Estados Unidos, ainda não houve fim para a novela que envolve o novo pacte des estímulos, cujas negociações duram há meses. Contudo, ontem, Nancy Pelosi, a líder da Câmara dos Representantes, disse que existiram novos progressos. Ainda assim, dada a demora da aprovação, os investidores estão cada vez mais desanimados.
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