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PSI20 perde 2,87% na semana; agrava queda no ano para quase 30%

A Bolsa de Valores de Lisboa e Porto (BVLP) terminou a semana com o PSI20 a registar uma queda acumulada de 2,87%, aumentando a descida registada desde Janeiro para os 29,6%, com a Impresa e as subsidiárias da Portugal Telecom (PT) a liderarem as perdas.

João Mata 07 de Setembro de 2001 às 18:49
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A Bolsa de Valores de Lisboa e Porto (BVLP) terminou a semana com o PSI20 a registar uma queda acumulada de 2,87%, aumentando a descida registada desde Janeiro para os 29,6%, uma das piores performances a nível mundial, com a Impresa e as subsidiárias da Portugal Telecom (PT) a liderarem as perdas.

O PSI20 [PSI20] principal índice da BVLP, estava nos 7.324,94 pontos no fecho da sessão de hoje, enquanto o PSI30 marcava 3.407 pontos, depois de perder 2,74% nas últimas cinco sessões.

A semana foi marcada pela retirada da oferta pública de troca (OPT) sobre a brasileira Telesp Celular por parte da Portugal Telecom [PLTM], que encerrou hoje a cotar nos 6,95 euros (1.393 escudos), depois de sofrer uma quebra acumulada de 1% nas últimas cinco sessões.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) está a investigar as transacções com acções da operadora, que levaram a uma subida anormal da cotação da operadora, acima dos 4%, e do volume de títulos negociados no dia em que, após o fecho do mercado, foi anunciada a desistência da OPT sobre a Telesp.

Um dia depois de conhecido o cancelamento da operação, a liquidez da Bolsa nacional, em termos de valor, superou os 160 milhões de euros (32,07 milhões de contos), o valor mais elevado dos últimos meses, com a PT a assegurar mais de 90% do montante global de transacções.

PTM lidera quedas na semana

O título do PSI20 que registou a maior queda semanal foi a PT Multimédia (PTM) [PTM], que recuou 14,83% para os 7,60 euros (1.524 escudos), depois de negociar hoje no valor mais baixo de sempre, ao valer 7,44 euros (1.492 escudos), enquanto a «dotcom» [PTD] do grupo liderado por Murteira Nabo caiu 12,74% nas últimas cinco sessões, para os 2,01 euros (403 escudos) perto do seu mínimo histórico de 1,96 euros (392 escudos) atingido na sessão de hoje.

A Impresa [IPR] caiu 13,65% na semana, para encerrar hoje nos 2,15 euros (431 escudos), tendo atingido um novo mínimo desde que entrou em Bolsa, nos 2,14 euros (429 escudos), com a cotação do grupo de media a reflectir a perda de quota de mercado da estação televisiva SIC para a sua concorrente TVI, da Media Capital, bem como as expectativas de queda nos resultados semestrais da empresa, que serão apresentados na próxima terça-feira.

O sector da banca foi um dos que mais contribuiu para as perdas dos principais índices nacionais na última semana, com o Banco Comercial Português (BCP) [BCP] a descer 3,63% para os 4,25 euros (852 escudos), o Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] a recuar 4,06% para os 13 euros (2.006 escudos), o valor mais baixo do último ano, e o BPI [BPIN] a deslizar 6,94% para os 2,28 euros (457 escudos), com o valor de fecho de hoje a representar também um novo mínimo das últimas 52 semanas.

As quedas registadas nas últimas sessões pelos bancos nacionais estiveram relacionadas com os «receios dos investidores relativamente aos problemas relacionados com o crédito mal parado», o que levou à existência de um «total desinteresse» pelo sector, segundo adiantou um operador ao Negocios.pt.

A Jerónimo Martins [JMAR] perdeu esta semana 5,93% para os 7,30 euros (1.464 escudos), depois de apresentar prejuízos de 47 milhões de euros (9.443 escudos) no primeiro semestre, acima das estimativas dos analistas. A operação de cisão simples da Jerónimo Martins encontra-se suspensa depois da Gleason Carmichael e Delavale, que se reclamam credoras da empresa liderada por Soares dos Santos, terem deduzido, junto do Tribunal de Comércio de Lisboa, a oposição à operação, segundo apurou o Negocios.pt.

A Novabase [NBA], empresa de tecnologias da informação (TI), recuou 4,45% para os 9,23 euros (1.850 escudos), apesar de ter apresentado resultados acima das expectativas no primeiro semestre do ano, ao registar lucros de 2,55 milhões de euros (511 escudos).

Sonae.com em contra-ciclo

A contrastar com o comportamento do mercado esteve a subida acumulada de 7,78% por parte da Sonae.com [SNC], que encerrou hoje nos 1,94 euros (389 escudos), impulsionada nas últimas sessões por rumores sobre um possível lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) por parte da Sonae SGPS [SON], com o objectivo de retirar a empresa de Bolsa, segundo operadores.

A Sonae SGPS, que caiu 6,15% para os 0,61 euros (122 escudos) nas últimas cinco sessões, disse hoje em comunicado que não tomou «nenhuma decisão que confirme os rumores» que circularam no mercado nos últimos dias, sugerindo que não está a estudar a possibilidade de lançar uma OPA sobre a Sonae.com, apesar de não identificar os referidos rumores.

A concessionária Brisa [BRISA] ganhou esta semana 3,04% para os 10,51 euros (2.107 escudos), enquanto a Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] cresceu 2,11% para terminar nos 2,91 euros (583 escudos). Segundo a imprensa espanhola, a Hidroléctrica del Cantábrico, participada da EDP, é uma das três finalistas no concurso para a aquisição da Electra del Viesgo, uma eléctrica da região da Cantábria, que será alienada brevemente pela espanhola Endesa.

A Portucel [PTCL] terminou hoje a cotar nos 0,91 euros (182 escudos), a ganhar 1% face ao valor de fecho da última sexta-feira, no dia em que iniciou o período de negociação dos direitos relativos ao aumento de capital no valor de 332,5 milhões de euros (66,66 milhões de euros) que será realizado pela empresa de pasta e papel, com o objectivo de financiar a aquisição da Soporcel.

A rendibilidade das Obrigações do Tesouro Português a 10 anos subiu 3 pontos base para os 5,16%, enquanto a do «bund» alemão cresceu também 3 pontos base para os 4,82% e a rendibilidade das Obrigações da Reserva norte-americana a 10 anos recuou 9 pontos base para os 4,30%.

O euro caiu 0,91% esta semana face à divisa norte-americana, para negociar nos 0,9040 dólares.

O barril de «crude» para entrega em Outubro [CL1] avançou 2,57% para cotar nos 27,90 dólares (31,15 euros ou 6.245 escudos), em Nova Iorque, enquanto em Londres o barril de «brent», ou petróleo do mar do Norte, para entrega em Outubro [CO1], ganhou 4,46% para os 27,65 dólares (30,87 euros ou 6.189 escudos).

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