Bolsa PSI-20 acompanha perdas na Europa com BCP e Nos a pressionar

PSI-20 acompanha perdas na Europa com BCP e Nos a pressionar

A bolsa nacional voltou para terreno negativo, pressionada pela Nos e pelo BCP, que desliza quase 2,5%. Na Europa, os principais índices seguem com sinal vermelho, após duas sessões de fortes ganhos.
PSI-20 acompanha perdas na Europa com BCP e Nos a pressionar
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 25 de janeiro de 2016 às 15:43

A bolsa nacional, que chegou a inverter as perdas do início da sessão, voltou para terreno negativo, acompanhando as perdas na Europa. O PSI-20 desce nesta altura 0,25% para 4.821,50 pontos, com nove cotadas em queda, seis em alta e duas inalteradas.

As principais praças europeias negoceiam com sinal vermelho depois de duas sessões consecutivas de ganhos, penalizadas pelo sector financeiro e pelas energéticas, numa altura em que o petróleo está em queda nos mercados internacionais. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desce 0,93% para 335,23 pontos.

Na bolsa nacional, o BCP e a Nos são as cotadas que mais penalizam o PSI-20. A empresa liderada por Miguel Almeida desvaloriza 1,84% para 6,576 euros, enquanto o BCP perde 2,4% para 3,66 cêntimos, depois de a agência Moody’s ter considerado que o avanço de um imposto especial sobre o sector financeiro polaco, aprovado na semana passada pelo Parlamento, pode pôr em risco a rendibilidade e o rating atribuído aos bancos daquele país.   

O Bank Millenium – detido a 50,1% pelo BCP – seria o quarto banco mais afectado numa lista de dez disponibilizada pela Moody’s, com um impacto potencial negativo de entre 20 e 30% dos seus lucros (tendo em conta as suas projecções anualizadas para 2015, que apontam para cerca de 700 milhões de zlotys).

Ainda no sector financeiro, o BPI, que apresenta os resultados de 2015 esta sexta-feira, desce 0,61% para 98,4 cêntimos. O CaixaBI estima que a instituição liderada por Fernando Ulrich tenha registado lucros de 43,8 milhões de euros nos últimos três meses do ano passado, valor que contribuirá positivamente para o saldo de 2015.

Na energia, a EDP ganha 0,10% para 3,133 euros, a EDP Renováveis perde 0,35% para 6,814 euros e a Galp Energia soma 0,39% para 9,90 euros, depois de ter revelado que aumentou a produção de petróleo no último trimestre do ano passado.

De acordo com os dados operacionais divulgados esta manhã, as matérias-primas processadas registaram um crescimento de 4,2% face ao último trimestre de 2014. Em termos de exploração e produção, a produção média "working interest" aumentou 43,3% para 52.100 barris por dia, no quarto trimestre de 2015 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A produção de petróleo aumentou 43,8% para 48.900 barris por dia.

 

Os analistas do Barclays mantêm as perspectivas positivas para as acções da petrolífera, apesar de considerarem improvável a manutenção do ritmo de subida de dividendo.  

No retalho, a Sonae ganha 0,6% para 1,011 euros e a Jerónimo Martins valoriza 0,71% para 11,415 euros, no dia em que o ministro polaco das Finanças vai apresentar a prometida taxa sobre as maiores retalhistas que operam no país. A Jerónimo Martins, que detém a Biedronka, deverá ser a mais afectada.




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