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PSI-20 cai mais de 1% com 16 cotadas em terreno negativo

O principal índice da praça de Lisboa está a aprofundar a desvalorização registada no arranque da sessão. Lisboa é a praça que mais recua entre as congéneres europeias.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 02 de Outubro de 2014 às 10:09

O principal índice da praça de Lisboa está a acentuar a queda registada no arranque da sessão desta quinta-feira, 2 de Outubro. O PSI-20 segue a cair 1,26% para 5.611,43 pontos, com 16 empresas em queda, uma em alta e uma inalterada.

 

Entre as congéneres europeias, a praça nacional é a que mais perde, estando os restantes índices a registar quedas inferiores a 1%. Esta quinta-feira realiza-se a reunião mensal do Banco Central Europeu (BCE). Apesar dos analistas não esperarem alterações nas taxas de juro, conforme indica uma sondagem da Bloomberg, os investidores aguardam pelas palavras de Mario Draghi sobre vários assuntos.

 

Primeiro, para saber como está a perspectiva para a baixa inflação na Zona Euro e para o crescimento da economia. Depois, sobre os dois programas de compra de activos privados (ABS e covered bonds) que vão ter início este mês.

 

Outra questão prende-se com o programa de injecção de liquidez no mercado (TLTRO) cuja primeira fase teve lugar em Setembro e ficou abaixo das expectativas. Por último, como é que estão a correr os testes de stress aos bancos europeus, portugueses incluídos, cujos resultados serão divulgados em meados de Outubro.

 

Por cá, a Jerónimo Martins é a empresa que mais perde. A retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos desvaloriza 2,34% para 8,22 euros, sendo que, esta manhã, a cotada já tocou no valor mais baixo de Julho de 2010 ao negociar nos 8,125 euros.

 

De acordo com a Bloomberg, o HSBC cortou o preço-alvo da Jerónimo Martins em 19%, para 8 euros.

 

Neste sector, a Sonae desce 1,78% para 1,103 euros.

 

A pressionar a evolução do principal índice da praça nacional estão os títulos da Portugal Telecom. A operadora de telecomunicações desce 1,77% para 1,611 euros. Ainda neste sector, a Nos desce 1,01% para 4,81 euros.

 

Na banca, o BPI recua 1,29% para 1,609 euros e o BCP cede 0,67% para 10,39 cêntimos. Esta quarta-feira, 1 de Outubro, a instituição liderada por Nuno Amado revelou que já não tem obrigações garantidas pelo Estado. O BCP optou por recomprar as duas emissões que se encontravam ainda no activo. E, assim, cancelá-las.

 

O Banco Comercial Português recomprou obrigações com garantia irrevogável e incondicional do Estado em que ainda faltava reembolsar 2,25 mil milhões de euros, indicou a instituição financeira em comunicado.

 

Já o Banif soma 2,53% para 0,81 cêntimos. Também ontem, a instituição liderada por Jorge Tomé, em comunicado, que pagou ao Estado o valor que faltava dos empréstimos com garantia pública, no valor de 595 milhões de euros.

 

Na energia, o grupo EDP lidera as quedas ao resvalar mais de 1%. A EDP Renováveis recua 1,47% para 5,44 euros e a casa-mãe cede 1,37% para 3,39 euros. Já a Galp Energia desce 0,87% para 12,535 euros. E a REN recua 0,93% para 2,66 euros. 

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