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PSI-20 cai mais de 3% e lidera desvalorizações na Europa

Lisboa está a acentuar a desvalorização registada menos de duas horas depois do arranque da sessão. O PSI-20 perde mais de 3% e lidera as desvalorizações no Velho Continente.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 06 de Julho de 2015 às 12:40
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A queda da bolsa nacional está a acentuar-se em relação à desvalorização registada menos de duas horas depois do início da negociação. Por esta altura, o PSI-20 desce 3,18% para 5.402,12 pontos, com 17 empresas em queda e uma inalterada. Entre as restantes praças do Velho Continente, o sentimento é igualmente de perdas. Lisboa lidera as desvalorizações, seguida do principal índice italiano, que cai 2,75%, e do principal índice espanhol, que desce 1,78%. O Stoxx 600, o índice de referência, desliza 0,84%.

A marcar o dia nos mercados está a situação da Grécia. O referendo deste domingo, 5 de Julho, deu a vitória ao "não" com 61,31% dos votos, sendo que o "sim" obteve 38,69%. Os gregos rejeitaram assim as propostas dos credores. Esta segunda-feira, 6 de Julho, a banca helénica e a bolsa continuam encerrados. Por outro lado, terão lugar uma série de reuniões. Esta manhã decorreu um encontro em "conference call" entre líderes da União Europeia. Estarão ao telefone o presidente do Eurogrupo, do Conselho Europeu e do BCE. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, François Hollande, reúnem-se num jantar de trabalho. E o objectivo é analisar as "consequências do referendo" na Grécia.

Também esta segunda-feira o Conselho do BCE tem marcada uma reunião para analisar os resultados do referendo. A Grécia já manifestou a vontade que um acordo seja alcançado em breve. Ainda este domingo, Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia, depois de já ser público a vitória do "não" na consulta popular, indicou que "amanhã, juntos, iremos prosseguir o esforço nacional para superar a crise". Para o conseguir, Tsipras revelou que pretendia retomar as conversações "já a partir de amanhã [esta segunda-feira]" com o objectivo de restaurar o normal "funcionamento do sistema bancário".

Entretanto, esta manhã, Yanis Varoufakis apresentou a sua demissão com o objectivo de facilitar as negociações entre Atenas e os credores. E há minutos, Valdis Dombrovskis, comissário europeu, afirmou que a vitória do "não" no referendo de domingo aumenta a distância entre a Grécia e outros estados membro da Zona Euro. "A estabilidade da Zona Euro não está em questão – estamos disponíveis e somos capazes de assegurar a estabilidade financeira através de todas as formas disponíveis", garante Dombrovskis através da sua conta de Twitter.

Na bolsa nacional, o BCP e a Galp Energia são os que mais pressionam o comportamento do índice nacional. Na banca, o BCP cai 5,68% para 7,3 cêntimos. O BPI recua 3,57% para 1,00 euro e o Banif segue inalterado nos 0,64 cêntimos.

No sector energético, a Galp Energia desvaloriza 4,30% para 10,02 euros, numa altura em que os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais perde 2,98% para os 58,52 dólares. Desde Abril que a matéria-prima negociada em Londres não transaccionava abaixo dos 60 dólares por barril.

No grupo EDP, a EDP Renováveis perde 3,22% para 6,279 euros e a casa-mãe recua 2,11% para 3,393 euros. A REN desce 1,99% para 2,514 euros.

A Nos perde 2,60% para 7,001 euros e a Pharol desvaloriza 2,64% para 36,9 cêntimos.

No retalho, a Jerónimo Martins cede 1,28% para 11,145 euros e a Sonae cai 2,57% para 1,176 euros.

No papel, a Semapa perde 4,07% para 11,80 euros. Arranca esta segunda-feira o período de aceitação da oferta pública de troca lançada pela Semapa sobre as suas acções, oferecendo em troca títulos que detém da Portucel. A operação, anunciada em Maio, foi aprovada na assembleia geral de 23 de Junho, estando a decorrer o prazo para os investidores aceitarem, ou não, durante as próximas três semanas.

 

Desde as 8h30 desta segunda-feira, 6 de Julho, e até às 15 horas de 24 de Julho os accionistas da Semapa poderão entregar cada um dos títulos detidos, recebendo como contrapartida títulos da papeleira. "Cada accionista que aceite a oferta receberá 3,40 acções da Portucel por cada acção da Semapa de que seja titular", refere o prospecto.

Ainda no sector do papel, a Portucel desvaloriza 3,39% para 3,362 euros. A Altri cai 5,27% para 3,292 euros.

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