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PSI-20 cede perto de 1,5% após seis dias de valorizações

Lisboa esteve na linha da frente das quedas da Europa num dia em que Wall Street falou mais alto. Os CTT caíram depois da apresentação de resultados, a Mota foi penalizada pelo aumento de capital. A Jerónimo subiu.

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A bolsa portuguesa não escapou esta quinta-feira às quedas generalizadas sentidas em toda a Europa. O peso das praças americanas, com a expectativa de que haja mesmo subida de juros em Dezembro, foi o responsável pelo desempenho.


O índice de referência da praça portuguesa recuou 1,43% para 5.511,04 pontos. Foi a primeira descida depois de seis dias consecutivos a ganhar terreno. O Stoxx Europe 600 perdeu 0,40%. 

 

De manhã, a bolsa de Lisboa já estava a cair, devido ao facto de as encomendas às fábricas alemãs terem deslizado 1,7% em Outubro, quando se apontava para um crescimento de 1%. As praças norte-americanas, aquando da abertura, pelas 14h20, contribuíram para ainda mais para a descida das praças europeias, que estavam então a recuperar das perdas da manhã. Jannet Yellen, presidente da Reserva Federal norte-americana, reforçou a ideia de que haverá subida de juros na maior economia do mundo, o que afastou os investidores, que trocaram acções a preços mais baixos. 

 

Neste contexto, e reagindo também a factores específicos de cada empresa, Lisboa cedeu. Os CTT marcaram a maior descida deste 5 de Novembro, ao recuarem 9,44% para 9,50 euros, depois de terem revelado que o resultado líquido caiu 3,8% para 50,6 milhões de euros nos primeiros noves meses do ano face ao mesmo período de 2014, uma queda influenciada por gastos não recorrentes de 7,7 milhões, dos quais quase cinco milhões relacionados com o Banco CTT. Foi a maior queda de sempre. 

Nos e Pharol somam

No sector das comunicações, houve variações positivas. A Nos somou 1,22% para 7,536 euros, depois de também ter divulgado na quarta-feira após o fecho do mercado que os lucros dos primeiros nove meses cresceram 17,8% para 73,5 milhões.

Já a Pharol, antiga PT SGPS e maior accionista individual da operadora brasileira Oi, subiu 6,14% para 0,415 euros, algo que ocorre após o sim dado pelos accionistas ao programa de compra de acções próprias, operação que permite remunerar os accionistas.

 

Banca recua em força

 

Pelo contrário, o sector da banca esteve em destaque pela negativa em Lisboa – foi também um dos sectores que mais deslizou em toda a Europa. O BCP afundou 5,69% para 5,3 cêntimos ao passo que o BPI perdeu 3,17% para 1,10 euros. Já o Banif caiu 3,57% para 0,27 cêntimos.

 

Em queda esteve também a Mota-Engil, no dia em que anunciou que vai avançar com um aumento de capital no valor de 44 milhões de euros para financiar a retirada da Mota-Engil África de bolsa. As acções cederam 3,67% para 2,389 euros. 

 

Altri cede após seis ganhos

A Galp Energia perdeu 1,61% para 10,07 euros, apesar da notícia que dá conta de que se vai estrear como líder de um consórcio para a produção de petróleo em São Tomé e Príncipe.

 

Ainda na energia, a EDP perdeu 0,67% para 3,433 euros enquanto a Renováveis ganhou uns ligeiros 0,05% para 6,583 euros.

 

Depois de seis dias a subir, a Altri cedeu. A empresa de pasta e papel (com uma estrutura idêntica à Cofina, dona do Negócios) caiu 1,18% para 4,722 euros, depois de três dias em que ganhou sempre mais de 2,5%. A cotada andava a reagir ao anúncio feito de um dividendo extraordinário de 25 cêntimos por acção.

 

 

(Notícia actualizada pelas 16h51 com mais informações)

 

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