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PSI-20 ganha mais de 2% e soma terreno há quatro dias consecutivos

A Sonaecom e a Zon Multimédia subiram mais de 6% e o BES e BCP ganharam mais de 4%. Foram os destaques num final de sessão muito positivo para Lisboa, que liderou os avanços na Europa.

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Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Julho de 2013 às 16:46
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A Bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quinta-feira em terreno positivo e fechou em alta pelo quarto dia consecutivo. Das 20 empresas que compõem o índice de referência da praça nacional, 12 avançaram mais de 2%.

 

O PSI-20 encerrou com uma valorização de 2,30% para os 5.567,96 pontos, liderando as subidas que se registaram em toda a Europa. O Stoxx Europe 600 ganhou 0,8% para um máximo de seis semanas.

 

As praças do Velho Continente começaram a estender os ganhos pouco depois de Wall Street iniciar a sessão no verde, com o S&P 500 a registar um novo máximo histórico.

 

A banca foi o sector que mais contribuiu para os avanços mais expressivos, como tem acontecido devido à ideia de que os estímulos monetários nos Estados Unidos – e também um pouco por todo o mundo – serão mantidos. Entretanto, foi anunciado que o Banco Central Europeu voltou a alterar as regras que aplica na utilização pelos bancos de dívida titularizada como colateral para obter financiamento.

 

BCP e BES ganham mais de 4%, Banif cede terreno


A maior subida da banca portuguesa foi a do BCP. O banco liderado por Nuno Amado fechou nos 9,3 cêntimos com uma subida de 4,49%, num dia em que o BES Investimento emitiu uma nota de “research” a prever prejuízos de 278 milhões de euros no segundo trimestre do ano.

 

O BES encerrou o dia nos 0,632 euros ao ganhar 4,12%, com a casa de investimento do BPI a antecipar prejuízos de 71 milhões de euros no segundo trimestre, em comparação com os lucros de 14 milhões de euros no trimestre homólogo.

 

Ainda no sector financeiro, o BPI avançou 2,74% para os 0,939 euros. O BESI estima que o banco liderado por Fernando Ulrich tenha lucrado 44 milhões de euros na primeira metade do ano, menos 48% do que no mesmo período do ano anterior.

 

O ESFG fechou inalterado nos 5,20 euros enquanto o Banif, que voltou hoje a ser penalizado pelo aumento de capital, perdeu 5,36% para os 5,3 cêntimos.

 

JM ganha 2,5%

 

Apesar das fortes subidas da banca, a Jerónimo Martins foi a empresa que mais sustentou a valorização do índice nacional. A dona dos supermercados Pingo Doce ganhou 2,59% para fechar nos 16,065 euros, recuperando de duas sessões seguidas em baixa. A Sonae conseguiu avançar 4,07% para os 0,741 euros.

 

Em alta esteve igualmente a EDP, com uma subida de 1,65% para negociar nos 2,459 por acção. A subsidiária eólica desceu 0,61% para 3,764 euros. Já a Galp Energia ganhou 2,28% para os 11,875 euros.


Zon e Sonaecom disparam, PT cai

 

Em destaque na sessão desta quinta-feira esteve ainda a Portugal Telecom, que deslizou 0,39% para fechar nos 2,774 euros. A empresa foi penalizada pelo corte do “target” de 4 para 3 euros pelo HSBC.

 

Já a Zon e a Sonaecom estiveram em forte alta, nomeadamente na parte da tarde da sessão. O BESI estima que a Zon e a Optimus, com que está em processo de fusão, possam vir a destronar o dividendo pago pela PT, o que dinamizou as cotadas. Esta tarde, o Governo anunciou ainda que a PT perdeu a concessão do serviço universal de telecomunicações em Portugal para a Zon e Optimus.

 

A empresa liderada por Ângelo Paupério fechou a disparar 6,97% para os 1,765 euros, ao passo que a companhia comandada por Rodrigo Costa está a cotar nos 4,089 euros ao ganhar 6,48%. A Zon encerrou no valor mais alto desde Fevereiro de 2010.

 

 

(Notícia actualizada às 17h05 com mais informações)

 

 

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